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Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Ciriricando (Graciosamente) a Serra do Mar


A segunda placa do Ciririca ao fundo e em primeiro plano um Ipê anão florido. Serra do Ibitiraquire - Novembro de 2009.

Cumprido o prometido, o relato completo da Travessia Ciririca - Graciosa, está no ar no GentedeMontanha.com. Veja o Resumo:

Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre travessias serranas. Se você acha Petrô-Terê ou Serra Fina difícil, tá na hora de rever conceitos... Muito longe das tradicionais e badaladas travessias do Sudeste, a Travessia Ciririca - Graciosa, na Serra do Mar paranaense, resgata o melhor estilo do montanhismo brasileiro: Mato, campo, frio, calor, solidão e aventura em um lugar onde poucos conseguem ir.

Veja o relato completo



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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Ibitiraquire em boa resolução no Google Earth

Essa novidade está no ar desde a semana passada, o Google Earth finalmente disponibilizou imagens em boa resolução para a Serra do Ibitiraquire, onde ficam as montanhas mais altas do Sul do Brasil.

Antes, montanhas importantes, como o Pico Paraná, estavam cortadas ao meio e não dava pra ver a região mais baixa recoberta por florestas. Agora não só o PP, mas também a Trilha do Itupava, a Serra da Farinha Seca e a Torre da Prata em boa resolução.

Aproveito a oportunidade pra divulgar o link com o relato da primeira vez que alguém fez a Travessia Ciririca Graciosa, uma das travessias mais difíceis do Brasil situada no Ibitiraquire, muito maior que a Serra Fina e muitíssimo menos frequentada. No grupo que abriu a picada pela primeira vez nesta travessia, estava ninguém mais, ninguém menos que Elcio Douglas, uma lenda viva do montanhismo brasileiro. Veja o relato completo.




Ferraria, Taipabuçu, Caratuva e Itapiroca (primeiro plano) ao fundo Pico Ibitirati, União e Paraná.



Ibitirati visto de Norte para Sul


Vista do Planalto para a Serra


Vista do Ibitirati desde a Serra da Graciosa


Pico do Ciririca, Camapuã e Tucum


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Terça-feira, Novembro 03, 2009

Ciririca - Graciosa

Para quem tem mente poluída: Ciririca é uma montanha e não outra coisa...

Pico do Ciririca: 1705 mts de altitude.


Travessia Ciririca - Graciosa é um dos trekkings mais difíceis da Serra do Mar do Paraná, pois consiste em subir o Morro do Ciririca (a montanha com trilha mais distante da Serra) e depois caminhar sem trilha até a Estrada da Gracisa, atravessando campos, Matinhas nebulares, Florestas e muita quiçassa. Não sabe o que é quiçassa? Então é porque nunca pegou um perrengue na Serra. Procure no google e verá!

Croquis da travessia feito pelo Elcio no Google Earth

Pois bem, a idéia surgiu no meio da semana, quando algumas meninas do CPM disseram que estavam indo ao Agudo da Cotia, uma bela e remota montanha depois do Ciririca. Era uma pernada só de luluzinha, por conta disso, resolvi ir com meus amigos Julio e Hilton pra Serra, até porque o Ibitiraquire é para mim um objeto de estudo geomorfológica e eu tinha que conhecer esta parte importante da Serra que eu nunca tinha ido.

Acabou que o Hilton desistiu e eu saí de Curitiba no Sábado, dia 31 de outubro apenas com Julio. Chegamos na fazenda da Bolinha, que dá acesso à montanha, bem cedo e antes das 7 já estávamos caminhando pela floresta.

A trilha para o Ciririca já foi muito dificil, há pouco tempo atrás. Hoje ela já é mais bem delimitada, mas continua sendo fácil para se perder. Isso só não aconteceu comigo, pois o Julio conhece a trilha com a palma da mão.

Caminhando com tranquilidade, fomos percorrendo a bela trilha que percorre todo o sub-bosque da Floresta Ombrófila Densa da Serra do Mar. Nem parecia que fora do manto verde das árvores fazia um calor próximo dos 30 graus. Sem muita pressa, chegamos cerca das 11 da manhã na cachoeira da última chance, onde paramos para comer um lanche e beber água. Eis que do meio do mato surge o maior conhecedor daquela serra, o Elcio Douglas, um mito vivo do montanhismo paranaense.

Elcio tinha partido da fazenda da Bolinha no dia anterior com duas amigas que foram somente até o Camapuã. Depois dali, ele seguiu sozinho por cima das montanhas e sem querer nos encontrou na última chance, ficando feliz em ver que teria companhia dali para frente.

Juntos subimos o Ciririca e chegamos pero do meio dia nas famosas placas, onde paramos um pouco para descançar. Após uma breve folga, descemos o Ciririca por sua face Sul, uma trilha super escorregadia e inclinada, com trechos que tem cordas fixas, muita quiçassa e pedra sabão. Apesar da dificuldade, me alegrei por estar fazendo a travessia e não precisar subir aquilo.

Já nos campos, deixamos nossas mochilas na encruzilhada e subimos até O agudo do Lontra, que é o segundo mais alto e que tem uma vista excepcional para o Cotia, o Ciririca e o PP, mas lá em cima o tempo estava fechado e não pudemos fazer nada senão que voltar para montar o acampamento.

Julio e eu em cima da Placa do Ciririca

Vista para os Agudos. Da esquerda pra direita: Lontra, Cotia e Cuíca.

Eu e o Júlio na descida

Montamos nossa barraca na Colina Verda. Comi, Julio e eu uma feijoada e alguns liofilizados que ganhei de brinde da Liofoods, uma delícia! Elcio só ficava ouvindo os elogios de seu mocó, pois ele não come carne. Aliás, ele quando caminha na Serra não come nada! E ainda passas as noites somente em bivaques. Algo que acho que seria muito arriscado, tendo em vista a época do ano que nos encontramos.

Fim de tarde na Colina Verde. Atrás o Ciririca e uma de suas placas

Júlio em nosso local de camping na Colina Verde

Por fim, passei uma noite tão boa dentro da barraca que não acordei quando de manhã, Elcio me chamou para fazer um ataque no Agudo da Cotia. O tempo não estava lá aquelas coisas e prefiri a preguiça do que ter uma das vistas mais lindas da Serra. Engano meu que o tempo ia ficar fechado. Elcio voltou com umas fotos lindas lá de cima. Vai ficar como incentivo para eu voltar lá em breve!

Eu e Júlio desmontando acampamento de manhã. Foto desde o Agudo da Cotia

No retorno, com mochilas arrumadas, começamos a caminhas pelo campo, que ainda estava molhado pelo orvalho. A idéia era encurtar caminho, abrindo novas picadas (sem facão) pelo mato e assim chegar em um trecho que pudéssemos economizar caminhadas pelo rio, quer dali por diante seria nossa trilha.

Fomos caminhando atravessando falhas geológicas recobertas pela matinha nebular e também quiçassas de bromélias que me cortou inteiro... Abrindo o mato no peito e se enroscando nos bambus, fomos parar em um dique de diabásio que era uma depressão por onde corria um afluente do rio Forquilha, que seria nossa trilha até que pudesse haver um local para transpormos de bacia e sair do outro lado da serra, já na Graciosa.

Uma falha servindo como ponto de incisão da drenagem nos altos da Serra.


Descemos o Forquilha com um grande esforço. Não que exista uma dificuldade técnica em andar no rio, mas ali a rocha é o Diabásio, que fica um sabão quando molhado. Todo cuidado era pouco, mas depois de algumas horas lá estava o Elcio procurando um local para sair do rio e começar a subir as encostas do Tangará e do Coxotós, para alcançar a garganta entre estes dois morros. Ali é o divisor entre a Serra do Ibitiraquire e Serra da Graciosa.

Rio Forquilha

Transpondo cachoeira de diabásio

Um ralo de "sumidouro", local onde o rio entra dentro das rochas

Já na graciosa, não estávamos livres dos rios, pelo contrário, ali iniciava o maior trecho. Começamos a caminhada de descida alcançando a nascente do rio Mãe Catira e fomos percorrendo este rio até seu médio curso, deviando algumas vezes de umas curvas em "S" que ele fazia, mas sempre tendo ele como guia de caminhada.

Após algumas horas chegamos um acampamento permanente de caçadores. Por sorte não tinha ninguém lá, mas deu para notar que suas atividades estavam bem diversificadas, pois não era apenas de caça que eles se moviam, mas também da extração de Palmito.

Acampamento dos extrativista. Infelizmente os maiores frequentadores destas paisagens são quem destrói!

Deixamos o acampamento para trás e continuamos nossa jornada pelo rio, chegando em pouco tempo em um enorme Dique de Diabásio que ao contrário do alto da serra, onde estas falhas preenchidas pelo material magmático são pontos de incisão de rios, lá em baixo, ele era uma saliência no relevo. O mãe catira acabou perfurando o Dique, fazendo um belo canyon e no fim deste, no contato com a outra rocha (provavelmente migmatito) ocorre um denivel do terreno, é a cachoeira da Mãe Catira.

Canyon no Dique de Diabásio

Tomando café no topo da cacheira (por essa vc não esperava hein Elcio?)

Cachoeira da Mãe Catira

Descemos a cascata pelo lado e continuamos pelo rio mais alguns quilômetros para enfim achar a saída que por trilha, nos levou até o marco 22 da estrada da Graciosa, já às 9 e meia da noite. Estávamos exaustos!

Caminhamos pela estrada feito indigentes, de tão sujos que estávamos... Para variar, chovia na Serra da Graciosa. Fomos até um ponto onde há sinal de celular e fomos resgatados pela mulher do Fiori, a Solange.

O espaço de um blog não é o mais apropriado para o que eu tenho para contar sobre esta travessia e sobre a Serra do Ibitiraquire. Nesta incursão pela Serra, conheci muito mais do que sobre este lugar onde poucos vão. Encontrei alguns materiais de grande valia para uma pesquisa futura e trouxe comigo muitas indagações cientificas. Entretanto como meu espaço na internet é mais reservado para montanha, não deixem de ver, daqui alguns dias, o relato completo sobre esta travessia no site GenteDeMontanha.com.

Por enquanto fiquem com as fotos de nosso grande Elcio Douglas:

Ombreiras no Ciririca: Altitude na cota dos 1550 mts.

"Sela" entre o Caratuva e o PP. divisor de duas drenagens recentes (rios Cotia e Cacatu) que tem o nivel do mar como base.

Relevo de "Tor" conhecido como "Ovos de Dinossauro. Cota altimétrica: 1550 mts. O mesmo do Morro do Camelo que tem a mesma feição geomorofológica. O Morro do Getulio, que tb tem este relevo, está à 1450 mts na vertente oposta da serra. Será um escalonamento?

Paredão do canyon voltado para o mar: Erosão remontante.

Detalhe na parede: O avião do Bamerindus que se chocou na década de 80.

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Segunda-feira, Junho 08, 2009

Marumbi no inverno

Vista para a Serra da Farinha Seca o para o Ibitiraquire desde o Abrolhos


Há apenas 3 ou quatro meses atrás ir para o Marumbi era certeza de voltar pra casa com a roupa molhada e a bota suja de barro. Hoje a história a paisagem está bem diferente e por trás das montanhas verdes aparecem rochas que ficavam mais ou menos ocultas ou pelo menos e tornaram bem mais interessantes sem os babados de água.

Desta vez apenas levei os equipos para passear, mas na próxima ponho eles pra sentir o que é esse tal de Marumbi que tantos falam com tanta magia. Quero experimentar isso...

Esfinge

Gigante e Torre dos Sinos

Los Encardidos

Murilo e Camila do CPM no topo do Abrolhos

Murilo e Angelita

Verme

Esfinge e Morretes ao fundo

Cume do Abrolhos e vale das lágrimas ao fundo

Esfinge

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Quarta-feira, Junho 03, 2009

Serra do Mar abaixo de zero!

Poça de água congelada no Araçatuba hoje de manhã.

Ontem estava fazendo alguns trabalhos no computador, quando no Jornal Nacional veio a notícia que aquela seria a noite mais fria do ano. "Em Curitiba espera-se geada, as temperaturas podem ser negativas durante a madrugada" dizia a Fátima Bernardes....

Não que eu precisasse ver no Jornal Nacional que estava frio pra caralho... Mas naquele momento olhei para o Hilton que estava no meu lado e falei: vambóra pra montanha! Foi o que fizemos...

Arrumamos a tralha e pouco depois das 10 da noite estávamos na estrada rumo ao Monte Araçatuba, que com 1600 e algo de altitude, é uma das montanhas mais altas do Estado do Paraná e é uma montanha especialmente fria, não sei porquê?!

A primeira vez que fui ao Araçatuba, com o Hilton e o Beto em 2007, passei uma friaca de noite por que eu tinha subestimado a montanha. No cume dela venta demais e não há proteção alguma do ar gelado. Por conta disso, a região é toda recorberta por campos de altitude.

Subimos até o cume bem rápido. O frio era grande, mas mesmo assim, devido o calor do corpo, fui apenas com um agasalho de strash com um anorak leve por cima. Bem perto do cume, eu comecei a sentir que o barro preto típico daquelas montanhas estava meio duro e quando a lanterna rebatia no capim, iluminavam pontinhos prateados que era o gelo se formando...

No cume tive que colocar a minha blusa de pluma de ganso para suportar a sensação térmica. Eu levei este casaco nas minhas duas ultimas expedições aos Andes apenas para passear, pois não tinha frio suficiente em altitude para isso, mas no Araçatuba ele foi muito útil, principalmente para aquecer a mão enquanto montávamos a barraca.

Dormi com meu saco que uso nos Andes e ainda tive que jogar a blusa por cima por causa do frio, mas resolvi o problema... dormi bem pra caramba!

Acordei às 6:45 com a expectativa de que os campos de altitude estivessem todos brancos de geada, não estavam, pois o vento não deu chance do gelo se acumular. Então voltei a dormir e acordei somente às 9 horas, à tempo de presenciar a garrafa de água congelada, o solo e as poças d'água.

O solo do cume do Araçatuba é bem raso e está bem saturado de água das chuvas da semana passada. Pelo que percebi, todas as noites este solo está congelando e por isso a água não está drenando para as baixadas. Coitado dos sapinhos que vivem nos brejos.... Estão congelando juntos...

Estou de olho nas cartas sinóticas do Simepar. Chegando outra frente fria, com o predomínio de massa polar, é possivel que neve nas montanhas. Estou louco pra presenciar isso!

Poças de água sobre rocha congeladas.

Solo congelado.

Usando pluma de ganso e comendo pão congelado de manhã.

Campos de altitude no cume do Araçatuba.

Vista para Santa Catarina.

Vista para a Serra do Prata.

Baía de Guaratuba.

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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Escadas na montanha


Essa discussão de escada em montanha é algo muito batido e não quero me prolongar muito nisso. Antes que alguém venha com o argumento que escadas estão presentes há muito tempo nas montanhas, já adianto que há muita diferença entre a época dos nossos avós, quando foram instaladas algumas escadas em montanhas famosas, como no Dedo de Deus e Pedra do Baú, com a atualidade.

Primeiramente há hoje um avanço significativo das cidades sobre as regiões naturais e também há uma maior valorização da natureza, o que leva muita gente para dentro de parques e consequentemente montanhas, que em contrapartida desta admiração, sofrem muito mais com a degradação do que há 50 anos atrás.

Hoje existe muita informação disponível para que pessoas se tornem montanhistas e isso não custa muito. Em Curitiba, por exemplo, custa apenas R$ 15 por mês para ser sócio do Clube Paranaense de Montanhismo e ter acesso a muita coisa. Então não há desculpas de que existe uma conspiração de elitazar o montanhismo e tirar os "pobres" da montanha.

No entanto há uma grande preocupação no crescente afluxo de pessoas no meio natural, principalmente pessoas sem educação a quem se convenhou chamar de "Farofa". Estes não respeitam a cultura do montanhismo, não por que são maus, mas sim por que são simplesmente "Sem noção".

Ir para a montanha é tão democrático e barato que "sem noção" e gente experiente convivem juntos na montanha e atritos ocorrem por conta da diferença de visão que estes grupos têm da natureza. Enquanto o primeiro quer se divertir e se libertar das regras da sociedade, o segundo vê a montanha como um local sagrado e de respeito.

Vira e volta culpam alguém pela crescente presença dos "Sem noção" na montanha. Culpam a moda do ecoturismo, as agências, os guias, os sites e meios de comunicação, o fácil acesso e também as escadas, que facilitam e muito a vida de quem quer subir uma montanha.

Éticamente é errado ter uma escada para facilitar uma escalada. De acordo com a Declaração do Tirol, elas têm que ser usadas apenas como último caso para resolver problemas com erosão e outros impactos da presença humana.

Acontece que certas pessoas acharam legal este artifício e resolveram encher as montanha de degraus, para facilitar a subida e de marcações, para ninguém se perder, rompendo totalmente com a proposta do montanhismo que é estar em contato e calibrar-se com a natureza. O excesso de escadas tirou a graça do montanhismo e emprestou à montanha facilidades da vida urbana.

A proposta de ter escadas em montanhas tem que ser a original, que é a que está na declaração do Tirol e nas regras do mínimo impacto da CBME. Elas não podem ser desvirtualizada para favorecer pessoas. Em hipótese alguma a montanha deve se preparar para receber visitantes, estes sim devem se preparar para subir uma montanha.

É para isso que existem clubes e associações, assim como as federações, que devem zelar pelas montanhas junto com os orgãos ambientais. A atitude de tirar as escadas do Pico Paraná que eram excedentes e desnecessárias foram boas, embora tenha sido ruim ter ocorrido sem a permissão da FEPAM.

Quem se sentir lesado que procure por se aperfeiçoar. O desafio nem é tão dificil assim!

Estou deixando um link interessante para o blog do montanhista Waldyr Neto em que ele mostra um exemplo bom de intervenção deste tipo. Comparem com o PP e vejam como estavamos errado e com excesso de escadas:

Intervenções na montanha, qual é o limite ético?

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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

Ciência na Montanha

Estamos organizando um banco de dados de artigos científicos que tenham como objeto de estudo as montanhas.

Este banco de dados ficará armazenado no Altamontanha.com e será lastreado pelo Google acadêmico.

Esta iniciativa foi proposta por mim, mas contamos com o apoio do altamontanha no papel de nosso programador e editor.

Neste primeiro dia de funcionamento há apenas 4 artigos meus, entretando, com a chegada de novos, vamos reformular a página e fazer algo melhor. Espero a colaboração de todos.

O objetivo é reunir estes trabalhos e ter uma referência para novas pesquisas em diversas áreas do conhecimento. Estes trabalhos serão de grande utilidade para quebrar este paradigma tecnocrata sobre a natureza e dar um enfoque valorizando a cultura do montanhismo, servindo de referência bibliográfica nos futuros planos de manejo dos parques e gerando também novos conhecimentos.

Para submeter trabalhos publicados envio o arquivo em pdf para este email: altamontanha@altamontanha.com

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Terça-feira, Dezembro 02, 2008

Festa da montanha

Nesta sábado, o CPM irá festejar seu 30 aniversário, mas a festa é aberta a todos.

Será no Refúgio 5.13, na borda do Campo, perto do Anhangava.

O pessoal da organização planeja, além da confraternização entre os montanhistas, sorteios de brindes, shows com bandas locais, vídeos de escalada, além é claro dos desafios no boulder do local. (Opa, isso eu copiei do Altamontanha e só agora li... dessa vez vou competir!).

No domingo, se o tempo ajudar, a promessa é de muita escalada no Anhangava.

Os ingressos são vendidos antecipadamente por 10 reais e estão à venda nesta quarta feira (3 de dezembro) na sede do clube ou pelos telefones 41 9159-7382 (Camila) e 41 9963-5008 (Andressa).

Para mais informações de como chegar ao local, visite o site da 5.13.

Não precisa ser sócio do clube para participar. Apareça, traga suas irmãs e primas e amigas!

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Domingo, Novembro 16, 2008

Clima, tempo, chuva e sol

Tempo é a condição metereológica atuante em dado momento e clima é uma sucessão de estágios de tempo. O tempo muda o tempo todo. O clima não muda tão fácil assim não. É por isso que, mesmo diante de tantas mudanças nos estágios de tempo, muita gente diz que não há mudanças climáticas globais.

Se há ou não mudanças climáticas, meu objetivo não é falar nisso. Mas sim falar mal de como anda o tempo em Curitiba.

Até este fim de semana eu tinha contado 13 fins de semana seguidos de chuva. Neles choveu ou no sábado, ou no domingo ou nos dois dias. Para este fim de semana, até na quinta feira, era previsto chuva, entretanto, estragando meus planos, fez sol e bastante.

Eu estava quase saindo para ir escalar em São Luis do Purunã quando o Hilton me ligou convidando para ir ao Anhangava. Eu gosto muito de ir lá, mas no verão o calor por lá é de foder! Mesmo assim eu fui e advinha, me fudi...

Se o sol não dava as caras pelo Anhangava por muito tempo, ele resolveu tirar o atraso em um só dia.

Se no sábado fez sol, domingo o tempo foi totalmente diferente.

O dia amanheceu nublado e aí sim, fui para São Luis. Chegando lá, frio e vento...

Escalamos o dia inteiro e no fim da tarde, chuva.

Há um ditado que diz que em Curitiba depois de dois dias de chuva, vem a segunda-feira. Neste fim de semana foi diferente, fez chuva, sol, calor, frio... normal pra quem é daqui, mas uma loucura. Como choveu no fim da tarde de domingo, logo estamos no 14 fim de semana seguido de chuva...

O Primeiro Planalto, com Curitiba ao fundo, visto desde o Anhangava

Karla fritando no granito

Hilton e Natan na Solanjaca

Estradinha para São Luis no Domingo... (diferença não!)

Karla na Rainha do Abismo.

Ilusão de ótica

Hamburguer

Crux da Hamburguer, preciso crescer um pouco mais....

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