Blog do Pedro Hauck: Passeios por Kathmandu

7 de abril de 2017

Passeios por Kathmandu

Após 36 horas de viagem na qual enfrentei 3 noites, enfim acordei em Kathmandu, porém de ressaca.

Tomei um banho quente para ver se melhorava e fui tomar café, que era um verdadeiro banquete. Ovos mexidos, legumes refogado, arroz, pães,  bacon,  vina. Tinha de tudo! Porém a maldita dor de cabeça afetou meu estômago e tive que sair para não vomitar.

Voltei ao quarto. Me hidratei, tomei um analgésico e fiquei sentado na beira da cama até dormir nessa posição.

O descanso deu certo e pude voltar ao café para enfim comer algo. Lá encontrei a Karina e o Marcelo. Tomamos café juntos e logo após fiquei sozinho para conhecer a cidade.

Era minha primeira vez no mundo oriental e fiquei me sentindo um total estranho naquela multidão de hindus, budistas e muçulmanos. Caras e rostos exóticos, falando línguas exóticas e dirigindo na mão inglesa de maneira caótica nas empoeiradas e estreitas ruas da cidade.

Estava hospedado em Thamel, que é o bairro mais turístico da cidade. Precisava sair de lá e chegar na Durbar Square, um local o de há uma concentração de templos hindus.

Fui andando pelas ruazinhas. Olhava o comércio e ao mesmo tempo tomava cuidado para não ser atropelado por uma moto ou um rickshiw.

Entro em algumas vielas e logo chego na praça, dando de cara com uma cancela, onde tive que pagar 1000 rupias. Um guia tenta me vender seus serviços. Ressabiado, me livro dele e sigo meu caminho, dando de cara com uma carroça rústica gigante que carregava um pinheiro e que estava repleto de crianças em seu interior brincando e escalando o objeto que parecia um monumento e estava lá por uma festividade.

Fico sem saber o que fazer. Em meu lado sadhus, que são homens santos, mendigam,  turistas japoneses tiram fotos e na multidão se misturam várias pessoas com trajes hindus.

Dou meia volta e veja a entrada de um palácio, o de entro e me deparo com um guarda usando roupas Goulag, que eram guerreiros que impediram o avanço dos britânicos no passado.

O palácio pertenceu ao antigo rei, hoje deposto. Tem uma arquitetura indiana rica em detalhes de madeira. Janelas com persianas ornamentadas, balcões e paredes finamente acabada. Porém a obra arquitetônica está bastante arruinada.

Várias partes do telhado, paredes e  rebocos foram abaixo com o terremoto de 2015. Aliás todo o conjunto arquitetônico está pessimamente preservado e tomado de cocô de pombos que infestam a praça.

Saio do palácio e encontro um senhor que me abordou mais gentilmente para ser meu guia, cobrando menos que o guia da entrada da praça. Diante de tanta curiosidade sobre o lugar aceito sua proposta e ele passa a me conduzir pelo local.

No entanto para minha decepção ele fala mais da religião do que da história daquele local. No entanto isso não deixa de ser interessante. Aprendi um pouco do hinduísmo numa maneira bem turista.

Enfim chega a hora de voltar ao hotel e gastar tempo com outras coisas, como comprar um chip de celular nepalês e fazer pequenas compras.

Após o primeiro dia de bater perna enfim consigo estar cansado para dormir no horário local normal.

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