Participei no ano passado da confecção de um documento da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME) que versa sobre a ética e conduta de montanhistas no Brasil.
Em nossa país há um grande abismo entre praticantes de montanhismo. Há de um lado pessoas que se identificam com aquilo que eu chamo de "cultura do montanhismo", que é apoiado em valores explícitos naquele documento e outras que fazem montanhismo sem saber e não tem o zelo nem pela montanha e nem pela atividade.
Apesar de abusos acontecerem aos montes, aos poucos a conscientização tem se disseminado pela montanha e os absurdos são cada vez menores. Quem não se incomodou com abusos como a missa do Primeiro de Maio no Anhangava? As queimadas acidentais no Planalto do Itatiaia? e outros problemas que vão além da temática ambiental e entram na questão da invasão da liberdade dos indivíduos.
O brasileiro é um povo muito crítico que tende sempre a achar que ele é o pior exemplo no mundo. No entanto eu acho que não, acho que nossos problemas são pequenos diante do problema dos outros. Há ainda aqueles que acham que nosso montanhismo é de segunda divisão e que nas montanhas de primeira a realidade é sempre melhor. Além de discordar com esta idéia, discordo também com a outra afirmativa, sobre a possibilidade das montanhas lá fora viverem uma realidade positiva na questão de respeito aos valores do montanhismo em detrimento da nossa. Pura ilusão!
Desrespeitar estes valores não trás consequências somente para o ambiente de montanha. Na altitude pode resultar em morte. Foi o que aconteceu com o Everest este ano. É esta minha analise do fato.
Fila de gente escalando o Everest em 2012: Saldo 7 mortos!

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