Blog do Pedro Hauck: Escalando o Ancohuma com nosso inimigo Murphy

10 de agosto de 2009

Escalando o Ancohuma com nosso inimigo Murphy

:: Leia a parte que antecede este relato

Acabei de descer do Ancohuma, a terceira montanha mais alta da Bolívia. Aqui em Sorata, com alguns quilos a menos e bem cansado, lhes escrevo, com esta internet lenta e cara, como foi esta experiência marcada pelo azar com o tempo, mas com a paciência de Jó e a insistência que só quem é gentedemontanha tem...

Saímos de Sorata na quarta feira, dia 5. Contratamos uma mula para nos levar até Laguna Chillata, que é de onde sai a trilha para o Ancohuma. Fizemos a escolha por alugar uma mula por dois motivos: O primeiro é que aqui na Bolívia ninguém te dá informação sobre onde fica a trilha que você precisa ir, então o muleiro, que nos levaria as mochilas, também nos guiaria pelo caminho correto, em meio às milhares de trilhas da região. Segundo é por que com mulas chegaríamos em Laguna Chillata mais rápido e descansado, para depois deste lugar colocarmos as mochilas nas costas e caminharmos mais oito quilômetros até Laguna Glaciar, base do Ancohuma, à 5 mil metros de altitude. Assim foi o plano de aproximação.

Pegamos nosso muleiro na praça da cidade de Sorata e fomos até um povoado chamado de Kolani, que é o lugar mais longe de Sorata aonde se chega de carro. O caminho, que me disseram ser "Bueno", era terrível. Uma estradinha que só cabe um carro, com grandes precipícios ao lado, de terra e muito perigosa! Subimos por esta estrada com a velha técnica mineira mantiqueirana que é buzinar em todas as curvas fechadas para não bater nos carros que vinham na contramão.

Chegando a Kolani, acertamos com um índio para guardar o carro na garagem de adobe dele enquanto carregamos a mula com nossas mochilas, logo começamos a caminhar...

Nosso plano de ir rápido começava a ruir com a moleza e a malandragem de nosso "arriero", o motorista da mula, que que se chamava Félix. Félix fazia corpo mole o tempo todo. Se fingia de doente, dizia que a mula não podia carregar peso (!) e parava todo o tempo para descansar fingindo ter uma tosse. Fizemos ele começar a trabalhar quando dissemos que íamos pagar ele melhor se ele conseguisse fazer a mula andar.

Por fim fizemos o caminho em três horas como o combinado, mas seria possível fazer em menos com a mochila nas costas. Quando falamos ao Felix, já começando a partir, que nosso destino naquele dia seria Laguna Glaciar, ele comentou: noooo, es leeeejos! O safado além de querer ganhar dinheiro não trabalhando direito, ainda botou olho gordo nos nossos planos.

Com muita raiva por ter pago mais do que o muleiro safado merecia, começamos a caminhar com as mochilas nas costas, deixando a laguna Chillata e os trekkers que acampavam por lá para trás.

A trilha para Laguna Glaciar é bem marcada. Este é um dos trekkings mais populares de Sorata. Ela não é tão distante, mais ganha-se altitude muito rápido. Sorata fica há 2800 metros, Kolani, à 3200, Laguna Chillata há 4200 e Laguna glaciar há 5000 mil, ou seja, em um dia caminha-se 2200 metros verticais!

Caminhamos uma hora e nos cansamos. Já era uma da tarde e tínhamos fome. Paramos para comer já com pouca energia e depois de comer um pouco de batata "Pringles", mesmo sem estar muito bem, retomamos a subida dos 600 metros verticais que nos faltavam. Bem penosos por sinal. Chegamos em laguna Glaciar às seis da tarde, com um belo pôr do sol.

No dia seguinte, depois de tomar um café da manhã à base de macarrão (para dar energia) e arrumar as mochilas, logo estávamos interpretando o caminho ao lado da laguna Glaciar para subir até o acampamento alto.

As orilhas do lago são marcadas pelos blocos enormes e soltos de uma moraina glaciar, por onde caminhamos sem ter um caminho definido. Depois de esforço fenomenal, alcançamos o vale por onde tínhamos que subir. Foi uma visão do inferno!

Se caminhar 500 metros pela moraina já havia sido uma porcaria, ao ver o caminho que havíamos que subir foi totalmente desanimador. Era um vale pronunciado, bastante inclinado e repleto de morainas. Na parte superior, descia um glaciar, sujo e peludo de Seraks e penitentes. Deu preguiça de olhar e poder interpretar um caminho por onde poderíamos subir com mochilas pesadas nas costas. Sem querer olhar o caminho começamos a caminhada.

Caminhar sobre morainas é terrível. Muitas (a maioria) das pedras ficam totalmente soltas e quando você pisa nelas, geralmente elas escorregam com você junto. É um lugar perfeito para quebrar ou ter sua perna esmagada. Como estávamos muito bem aclimatados e fortes, fizemos este trecho em apenas 1 hora, até que encontrássemos um lugar para subir o gelo.

Cramponamos e logo nos pusemos a subir pelo glaciar. O caminho, que de baixo parecia terrível, não era tão ruim assim. A maior parte do gelo era verglas, pois naquela altitude, por volta do meio dia, tudo derretia e corriam rios de água sobre o gelo que congelava à noite. Havia também muitos penitentes em formação. Certamente andar por ali daqui alguns anos será um inferno, mas por enquanto o único problema é se guiar sobre aquele lugar, pois os Seraks formam um labirinto gelado.

Interpretando o caminho e desviando dos Seraks, fomos encontrando o caminho, até que por volta dos 5600 metros de altitude encontramos um grande campo de gretas. Até então o único sinal humano que havíamos visto foi um saco de lixo abandonado. Não sabíamos onde estávamos, nem sequer se este era o lugar correto. Em um labirinto como aquele glaciar pode ser comum você se perder e ir parar em um lugar sem saída. Andar por ali é sempre uma sensação de angustia, pois de maneira alguma você quer ter um destino como esse: Caminhar durante horas para chegar a lugar nenhum.

Pois bem, já era cerca de 4 da tarde, o sol estava se pondo mais fraco e eis que pela primeira vez vimos pegada! Foi uma sensação de êxtase, pois dali por diante era só seguir os traços deixados por outro escalador e pronto, não se esquenta mais a cabeça!

Eis que o único sinal humano que encontramos naquela altitude nos levou a lugar nenhum, abaixo de um grande serak super arriscado para escalar com mochilas nas costas. Acabou que demos meia volta e continuamos a interpretar o terreno, até conseguir desviar deste Serak, subindo por outro caminho e atravessando diversas gretas, muitas delas gigantes e super profundas.

Vencendo esta parte mais perigosa, tivemos pela primeira vez uma vista para montanha, pois até agora o cume ficava ocultado por outra montanha rochosa que impedia nossa visão, estávamos a 5700, apenas 700 metros do cume e no que seria para a maioria das pessoas o terceiro dia de caminhada para, pela primeira vez, avistar a montanha!

Caminhamos mais algumas centenas de metros até encontrar um lugar mais estável sobre o gelo para acampar. Fixamos a barraca com estacas de gelo, enterramos uma de nossas piquetas e estabilizamos nossa barraca. Este foi nosso acampamento alto, a 5800 metros, o mais alto que fizemos na Bolívia até agora.

Eram quatro e quarenta da tarde. O cume estava muuuuito perto, o tempo estava lindo, estávamos fortes, com comida, tudo perfeito! Parecia tudo lindo!

Entramos na barraca com um saco cheio de neve para derreter. Nos hidratamos, comemos um belo prato de macarrão para dar energia para o dia seguinte, o dia do cume e fomos dormir.

Dormi como uma criança cansada de tanto brincar e lá pela madrugada, esperando ansiosamente pelo despertar do relógio, acordei. Já certo que dali a pouco iria estar galgando montanha acima, abri a barraca e tive a visão mais desanimadora do mundo: O tempo estava totalmente fechado!

Não há palavras para descrever minha decepção, pois até pouco tempo (cronológico) o tempo (atmosférico) estava perfeito. Eram menos de 5 horas que nos separavam da terceira montanha mais alta da Bolívia, mas o tempo (atmosférico) não quis esperar até que despertássemos.

Foi uma decisão extremamente angustiante voltar para dentro do saco de dormir. Foram algumas horas a mais de sono e um dia todo de pesadelo, dentro de uma barraca que mal cabiam nós e que nos obrigava a deixar todas as coisas para fora congelando com a temperatura negativa.

Não é a primeira vez que fico esperando em um campo alto pela melhora de tempo. Nessa mesma expedição ficamos 3 dias no campo alto do Sajama e em minha vida foram diversas vezes: Berlin e campo 2 do Aconcagua, campo alto do Tupungato, Incahuasi... Enfim, estes são aqueles dias que você não quer lembrar, de tão aborrecidos e angustiantes, pois com tempo ruim e você querendo escalar, forma-se uma atmosfera de impaciência e revolta, pois foram milhares de quilômetros e esforços fenomenais para você chegar lá e pegar mal tempo.

Para piorar, nossa comida estava acabando e tínhamos apenas um cartucho de gás para derreter neve e fazer comida, que se resumia em um pacote de purê de batata e dois miojos que comemos antes de dormir, já com melhoras do tempo.

Ao amanhecer o desespero continuou com a piora definitiva no tempo. Já não conseguíamos avistar 50 metros para fora da barraca, que estava encoberta de neve. Voltamos a dormir, pois sabíamos que para descer não precisávamos acordar tão cedo.

Despertamos às oito discutindo as estratégias da segunda tentativa: Descer a Sorata, voltar ali rapidamente, deixando barraca e equipamento escondido em Laguna Glaciar para escalar a montanha de forma rápida.

Em um determinado momento saí da barraca para ir ao banheiro e ao voltar para dentro, discutindo como havia sido o dia anterior, que estava melhor que aquele, nos lembramos que pela tarde o sol havia aparecido, foi então que tivemos a brilhante idéia de subir naquela hora para talvez pegar aquele um pouco melhor tempo durante a tarde. Eram 9:40 da manhã quando nos equipamos para subir.

O começo era muito tranqüilo, subimos uma rampa que saiu em um planalto de gelo, todo gretado! Naquele lugar tivemos que, durante algumas vezes, atravessar pontes instáveis de gelo sobre gretas. Isso pode ser uma tarefa fácil se você pode ver as gretas, mas como tínhamos um campo de visão de cerca de 10 metros, tudo ficava muito difícil, pois queríamos desviar delas, mas não sabíamos se o caminho que escolhemos tinha ou não saída.

Por sorte escolhemos todos os melhores caminhos, isso sem ter visão alguma. Caminhando mais saímos na base da parede que sai do cume. Pelo pouco que pude ver a montanha, que foram os 40 minutos entre o fim da zona das gretas da caminhada de aproximação de dois dias atrás e o tempo que demoramos a montar a barraca, pude lembrar que a rota era pela direita, subindo um filo que leva até o cume.

Pelo GPS, que não sei como, eu tinha conseguido baixar uma carta topográfica dessa região da Bolívia, eu pude ver as curvas de nível, marcar um ponto onde seria este filo (isso se a imagem estivesse bem georreferenciada) e seguindo este ponto fomos andando às cegas em meio ao "White out".

No caminho, Maximo caiu com uma perna dentro de uma greta totalmente oculta. Foi um acontecimento para mim angustiante, pois como aquela havia outras centenas, muito fundas e perigosas. Por sorte, ou não sei porquê, naquele momento uma nuvem se moveu e pudemos ver a montanha pela segunda vez!

Foram poucos segundos que pudemos ver o filo por onde íamos subir e para lá fomos. Atravassemos uma greta e começamos a subir. A pendente era inclinada, mas bem pouco, o que permitia que subíssemos de bastão de trekking, mas isso acabou quando chegamos na base de um bergschrund totalmente intransponível.

Fomos bordejando o bergschrund por cerca de cem metros, até que encontrássemos uma ponte de gelo. Maximo atravessou por ali e 3 metros acima me avisou: Caiu morreu!

Sem opção fomos subindo. A parede ficava bem empinada e sem informação, pensando que a montanha não era técnica, não levamos uma segunda piqueta e nem corda. Tivemos que subir uma pendente que chegava a 50 graus. Tá certo que isso não é muito inclinado, mas o problema era que o gelo era de péssima qualidade, constituído de verglas, de forma que quando batíamos com a piqueta nele, ele se rompia em pedaços e não conseguíamos, a maior parte das vezes, ficar bem fixos na parede...

Confesso que fiquei um tanto nervoso, pois como o Maximo havia falado, era cair e morrer e cair naquele momento era algo muito fácil, bastava não prender direito a piqueta e tchau! Eu estava com muito medo e cada vez que minha piqueta se desprendia naquele gelo desgraçado, meu coração quase saltava pela garganta...

Foram momentos indescritivelmente angustiantes e aterrorizantes, até que o gelo ficou um pouco melhor e a pendente menos inclinada. Eu queria chorar de medo, queria me teletransportar daquele lugar, mas o cume estava muito perto para desistir. Para chegar lá era fácil, então era melhor esquecer que teríamos que voltar por um tempo e pelo menos ir até o ponto mais alto da montanha.

Acontece que o filo que leva ao cume não era tão amistoso, havia uma cornija que podia se romper com nosso peso, que mantivemos distância, mas em um certo ponto não havia como desviar, pois filo se transformou em algo tão estreito que dava para montar nele como montar em um cavalo.

Sem corda, sem piqueta técnica atravessamos este trecho e lá estava o cume. Tiramos algumas fotos nossas e rapidamente começamos a voltar, pois não tirava da cabeça que o cume é apenas metade do caminho, pois é preciso retornar todo o caminho da subida e descer é sempre mais difícil.

Comecei a desescalar com muita precaução, com sorte, encontrei algumas plataformas que cavamos na subida e assim ficou mais fácil. Prestando atenção em cada piquetada, em cada colocação de pé, fomos lentamente descendo, até encontrarmos a ponte de gelo sobre o bergschrund. Foi um alívio, pois tinha medo de descer por um lugar diferente e não conseguir atravessar em um lugar seguro. Pisar fora daquele filo foi uma sensação indescritível, como se tivesse pisado em terra firme depois de sobreviver um naufrágio.

Descemos com certa agilidade ao acampamento, sempre seguindo o GPS, pois era impossível enxergar 10 metros de distância. Para piorar, nossas pegadas da subida, de duas horas atrás, haviam sido apagadas pela neve. Nos guiando as escuras, ou melhor, às claras (pois tudo era branco), voltamos ao acampamento às 4:40 da tarde. Entramos na barraca e logo começou a nevar forte lá fora.

Naquela noite não comemos nada, pois já não tínhamos nada para comer e nem bebemos muito, pois não tínhamos gás para derreter neve. Por sorte tínhamos água dentre de algumas garrafas, de forma que não ficamos muito desidratados.

A noite foi fria, ouvimos por muito tempo a neve batendo lá fora. Acordei naturalmente no dia seguinte às 7 da manhã, já sem conseguir dormir mais. Abri a barraca para ir ao banheiro lá fora e eis que o dia estava lindo, com o céu totalmente azul, sem vento, sem muito frio.... Montanha filha da p.... Era a terceira vez que eu olhava para ela, depois de 5 dias lá em cima.

Escalar o Ancohuma foi uma das experiências mais angustiantes da minha vida. É uma montanha bonita, mas poucas vezes vi ela. Sim, eu e o Max temos muito má sorte. Mas somos o trio (junto com Murphy) mais paciente e mais insistente dos Andes.

:: Continue a leitura desta história
:: Veja o tracklog do Ancohuma no Rumos: Navegação em Montanhas!

Nosso arriero Felix preparando a mula com as mochilas.

Aproximando da Laguna Chillata com o Illampu ao fundo.

Max admira a pendente que leva até a laguna glaciar.

Vista para o caminho até laguna Glaciar, sim é por aí!

Nossa acampamento na Laguna Glaciar.

Pôr do sol na Laguna Glaciar

Vista do vale para subir até o campo alto.

Subindo as morainas até o glaciar.

Maximo com o Illampu ao fundo

Subindo o glaciar com as mochilas nas costas.

Caminhando pelo labirinto de Seraks do glaciar.

Feliz por encontrar as unicas pegadas na montanha, que nao levaram à lugar nenhum...

Cruzando algumas gretas antes de chegar ao campo base.

Chegando perto do campo alto.

Montando acampamento com bom tempo.

Assim era nosso campo alto.

Vista do campo alto para a regiao dos Yungas. Mal imaginávamos o que viria no dia seguinte.

Assim amanheceu o dia seguinte... Tempo totalmente fechado!

E assim amanheceu o outro dia, pior ainda!

Mesmo assim fomos. Abrindo caminho na montanha e sem nenhuma visao!!!

Sem visao mesmo!!

Atravessando a ponte de gelo no bergschrund.

Eu subindo o filo que foi a parte mais tensa da escalada.

Chegando no topo do filo.

Max no afiado filo que leva ao cume.

Max chegando ao cume.

Max e eu no cume.

Auto retrato no cume.

Assim amanheceu o dia depois do cume, com descemos... foi a lei de Murphy

Esta foto mostra o cume do Ancohuma. É uma das poucas que eu tenho, pois vi esta montanha poucas vezes, apesar de ficar 5 dias lá. A foto é da descida, pois na subida eu nao enxerguei nada!

6 comentários:

Alessandra disse...

Pedro,parabéns pelas conquistas, tuas fotos estão de uma sensibilidade e de uma beleza indescritível.Valeu por nos inspirar tanto com tuas experiências. E a Bolívia tá rindo de nós esse ano rsrsr. Bjo, suerte

Parofes disse...

Cara...que perrengue filho da puta (com todas as letras kkk), mas felizmente conseguiram e chegaram com segurança. De novo, parabéns! Agora que venha a próxima he he he
Abraços!

monte_carvalho disse...

Muito massa mais um 6000 na cabeça.
Lagal Rapaze!!!

Davi Augusto Marski Filho disse...

parabens para voces ! show, muito show !

acabei de "dar" a notícia no HangOn.

E agora ? o Llampu ? putz.. ficamos só na torcida e na inveja !

Fabio disse...

Parabens Pedro e Maximo por mais esse cume isolado e magnifico. Vcs formam uma dupla muito forte e impressionante. Fico feliz que o tal do Murphy tenha devolvido vcs inteiros mais uma vez!

abs

Fabio (o "carioca do aconcagua") rs

Marcio Carrilho disse...

Parabéns!!! Pô, Pedro, mas da próxima vez espera, rapaz, um dia a mais ou a menos pode fazer toda a diferença entre um cume roubada, sem visão nenhuma, ou uma experiência linda, com céu azul e um tremendo visual. Murphy é malandro, mas dá para ser mais malandro do que ele, basta não ter pressa. Na montanha, mais do que em qualquer outra situação, ela, a pressa, é inimiga da perfeição. Pense nisso.
Boa sorte no Illampu.
Abraço diretamente de Newport, Rhode Island.
Marcio