Blog do Pedro Hauck: Junho 2008

27 de junho de 2008

Descending the south face of Aconcagua in 4 minutes, 50 seconds…

François Bon is one of "Speed Riding" inventors, a mixture among the ski, Base jump and sky-diving. It is necessary to see this video to understand what is that. I’m showing how this gentleman did to go down with skis from the summit of Aconcagua to the base, traveling the south face completes, (2.800 meters of wall), in the surprising time of 4 minutes and 50 seconds.

Actually François Bon is a specialist skier in extreme adventures. His real work is to be pilot of parachute tests, but he was already championing the world’s sky-diving championship. Modifying the parachutes and taking skis in the feet, he could create this new modality.

The wings of a normal parachute is quite wide. This allows to stay in the air and to move for the same. More or less, for each meter that you go down, eight can be moved forward. The wings that is used for Speed Riding is smaller, more or less of each meter that you go down, to advance four in the horizontal, in other words, you are between the sky-diving and the free fall. That allows you to play between the ground and the air, mixing the ski and the flight.

After going down Mont Blanc and the north face of Eiger using this system, François decided what was already time to this sport acquire his majority. The south face of Aconcagua is an unique wall, because it has almost 3.000 meters of width.

After 11 days of approach, acclimatization and ascension, he reached the Aconcagua summit, for the normal route. then later...

Then, it is better you see this video that was recorded with a camera in his helmet. Because we don't know a lot as well as to explain this with words. Amazing....

26 de junho de 2008

Expectations for the 1° stage of Cielos de los Andes expedition

Esta expedição não existe. Você pode estar caindo em um golpe. Mais informações entre em contato comigo.
Para ver em Português, clique aqui.


In January 2009 I will be completing 9 years of experience in high mountain climbing. If everything goes well, I will commemorate with the ascent of Ojos del Salado, the largest volcano of the world and the highest peak of Chile.

The ascent of Ojos and Aconcagua makes part of the first stage of the Cielos de los Andes Expedition, where we have as objective climbing the more discharge mountain of each Andean country, Aconcagua - Argentina, Ojos del Salado - Chile, Sajama - Bolivia, Huascarán - Peru, Chimborazo - Ecuador, Pico Colón - Colombia and Pico Bolivar - Venezuela.

For this Argentina - Chile stage, I will be with Carlos Londoño, Colombian, leader of the expedition; Fernanda López, of Mendoza, Argentina; Giselle Melo, of Minas Gerais; Tacio Phillip, of São Paulo and Hilton Benke of Paraná, from Brazil.

The invitation to participate in this expedition came’s from an unexpected way through Carlos that is making the world’s 7 summits. He was planning to climb Aconcagua as part of this project. Finally, he changed the original plans and he ended up adopting this project of Andean climbing’s that he will make together with the other.

In the beginning Carlos just wanted some tips for Aconcagua. At the end, the expedition took another direction and now, finally, the plans changed, I was included in the expedition with other friends and we will make the mountains in our way.

Because of this change of plans, the expedition became more interesting. For better mobility and independence, we are going to Argentina and Chile with the super four wheel drive Tacio‘s Land Rover, we won't have like this more problems in the most remote places of Puna do Atacama, where is Ojos del Salado Volcano.

The expedition will begin in this December. We will go to Mendoza in Argentina and before going for Aconcagua, we will go by a period of acclimatization in Cordón del Plata, that is a very special place for me, because there I went up my first Andean mountain, the Cerro Plata, a 6000 meters altitude mount.

After having finished that phase of acclimatization, we will go to Aconcagua, but for a different place. Escaping from the crowded Horcones valley, that is the normal route of the mountain. We will go for its Vacas Valley, to climb Aconcagua for the Polish Glacier that is much more technical and interesting than for the normal side.

Maybe we’ll be the new year’s day in the mountain, but that doesn't matter. After Aconcagua, we are going to the north to climb Ojos that is in a very remote area in the Puna of Atacama, the most arid place of the world! A great desert in altitude. I was there in 2006, when I tried to climb the Incahuasi volcano. This is a very beautiful area and at the same time very inhospitable. There is the most discharge border of Andes.

This will be my tenth expedition to the Andes, the third in Aconcagua and the second in the Puna do Atacama area. If I get to climb these mountains I will be going to the twentieth second and twentieth third Andean summit. But the numbers say a little for me. The one that more it encourages is me the possibility of being participating in a team as this with plans of climbing for the whole cordillera of Andes. This project will be an accomplished dream and I think along these years of experience, it is a challenge that I am prepared to face and to take advantage.

Long life in the mountains!

See more details of the Cielos de los Andes Project.


Climbing Polish Glaciar in Aconcagua, 2004.

Cerro Plata, the mountain of the acclimatization.

Landscape of Puna the Atacama, close to Ojos del Salado.

24 de junho de 2008

O anônimo

Um anônimo passou em meu blog e deixou um recado na postagem "Comprometimento e risco".

Nela eu contei minha experiência em ter escalado uma via esportiva em móvel. A Diedro de Isys, em São Luis do Purunã no Paraná.

Trata-se de uma via clássica do local, toda negativa. Como eu disse na postagem, eu passei muita adrenalina. Mas mesmo assim escalei a via, sem queda é claro.

Veja o que esta pessoa escreveu:

Pois é, se o cara não for safo não consegue descer no meio de uma via dessas mesmo. Muitos outros conseguiriam. Espero que você nunca precise de uma equipe de resgate apenas para descer de uma via... fica na resina meu anjo.

Pois seu "safo" obrigado por ler meu blog. Tenho outras coisas escritas se quiser. Estão, também no gentedemontanha no altamontanha, outros sites excelentes que você deveria conhecer.

Se você lêsse um pouco mais iria saber sobre outras coisas que eu faço. Fora treinar na resina. Aliás o que o grande safo anônimo, que nem tem coragem de dizer quem é, faz?

Eu não tenho vergonha das coisas que eu faço e nem de dizer o que eu sinto. Passei adrenalina também em outras montanhas que eu escalei, montanhas, e não vias. Nelas eu tive o orgulho de, mesmo muito adrenado por ter passado por momentos extremos, ter escalado até o fim. Sou safo pois já escalei muita coisa e não por que sou mestre em descer, por isso vou ignorar sua sugestão de "roubar" a via ou de desistir...

Vou continuar treinado na resina, é uma atividade excelente pro corpo. Mas pode deixar que não vou ficar só nela não. Vou continuar indo pra rocha todos os fins de semana, continuar viajando para as paredes deste país e também vou continuar indo para a alta montanha fazer outros tipos de escalada. Eu fiz isso durante quase 10 anos. Pode deixar que não vou parar tão cedo!



Não é melhor aquele que maior altura alcança, mas sim aquele que, rodeado das belezas das montanhas, mais intensamente sente.


Para saber o fim desta história, basta ler os comentários desta postagem. Vou deixar que este sujeito, que usa um perfil falso chamado Oinc, publique suas mirabolantes opiniões. Só para vocês verem o nível do sujeito.

17 de junho de 2008

Comprometimento e risco

Minhas mãos estão molhadas de suor. Tento em vão secá-las com o magnésio. Meu braço dói, como se diz na gíria da escada, está "bombado". Os pés não se acertam numa posição que meu corpo consiga se equilibrar decentemente. Não olho para cima da via, olho apenas para a próxima agarra. Para baixo, vejo algumas peças móveis entaladas numa fenda negativa em que meu cérebro insiste em não confiar. Com a garganta seca, grito, xingo.... em minha mente penso apenas uma coisa: O que estou fazendo aqui? A situação é de impasse. Logo acima há um teto que tenho que vencer. Descer, impossível! Não havia um camalot à prova de terremoto que agüentasse um rapel negativo de mais de 20 metros até o chão. Eu havia me comprometido em escalar aquela via agora tinha que ir até o fim...

O relato acima aconteceu comigo de verdade. Foi na via Diedro de Isys no setor 3 de São Luis do Purunã. Trata-se de uma via esportiva de grande dificuldade com um grande diferencial, ela é inteira em móvel.

Como o nome diz, a Isys segue por um diedro, que no caso é uma grande rachadura, negativa, com a fenda variando de tamanho. Muitos lugares ela é perfeita para encaixar a mão e o braço, mas em outros lugares cabe apenas o dedo.

O grau da via é 6 sup. Isso não é nada demais na escalada esportiva, pelo contrário, é uma via fácil. Mas para mim foi uma das vias mais difíceis que já escalei. Não por causa da dificuldade, mas por causa do meu medo.

Numa escalada difícil você terá que optar entre escalar e recuar. Em várias vias onde não soube como resolver um crux, seja tentando ou achando que eu não conseguiria, eu pude voltar fácilmente. Entretanto quando a via não tem proteções fixas , voltar fica mais difícil, pois você tem que abandonar uma peça móvel ou uma fita laçada numa laca. O que eu não achei seguro fazer na Diedro de Isys.

Na verdade eu estava com medo de escalar em móvel uma via onde eu teria maior chances de cair. Pra começar a via tinha um lance que eu sou péssimo, que é entalamento de mão. Eu acho que minha mão não é um nut e por mais fácil que seja, eu odeio entalar mão e pés...

Naquele momento eu já havia decidido escalar a via e não havia mais como voltar. É uma grande responsabilidade, mas controlar o psicológico é algo bem difícil.

Não entrei nesta via à toa. Há bastante tempo venho treinando escaladas de dificuldade e estou escalando vias muito piores (quer dizer, melhores pra quem escala, hehe). Também tenho tido algumas experiências com escalada tradicional mais exposta com proteção em móvel, entretanto nunca tinha misturado as dificuldades de uma escalada tradicional e esportiva em uma só via e a Isys foi o resumo disso tudo.

Depois que botei na minha cabeça que eu há havia escalado coisas muito piores e que apesar de nunca ter estado lá, a Isys era uma via fácil, eu pude vencer o impasse, ficar somente com as mãos no teto, jogar os pés para fora e conseguir subir a via. Foi um momento de alivio vencer aquele perrengue. Depois foi só ver meu parceiro, o Tacio, passar por toda perrengue de novo para escalar a via de segundo. A via é tão negativa que se ele caísse não voltava mais.

Enfim tudo saiu certo. A escalada foi linda e a via é mais do que recomendada, mas um aviso aos menos experientes: Nunca entre numa via dessas sem ter certeza que vai conseguir mandar e outra. Converse bem com seu pensamento, não deixe que ele te derrube.

Vista do setor 3

Vista para a Diedro de Isys

Veja mais fotos das escaladas em São Luis no site do Tacio.

11 de junho de 2008

Linha do tempo...

... o tempo passa, a gente envelhece, mas os sentimentos não mudam...
Indo para Agulhas Negras, janeiro de 1999.

Cerro Plata, Fevereiro de 2000.

Glaciar Perito Moreno, Maio de 2000.

Morro do Cuscuzeiro, Abril de 2001.

Aconcagua, Fevereiro de 2002.

Sajama, Julho de 2002.

Tupungato, Janeiro de 2003.

Gruta do Fazendão, Maio de 2004.

República em Rio Claro, 2005.

Serra do Pedrão, Pedralva MG, Maio de 2006.

Pequeño Alpamayo, julho de 2007.

Cerro Ramada, Janeiro de 2008.

São Luis do Purunã -PR, ontem.

6 de junho de 2008

Escalada nos Pamires 2006

Em 2006 meu parceiro de escaladas e, Maximo Kausch, esteve no Tadjiquistão, um pequeno país da Ásia central, para escalar nos Montes Pamires. Apenar dele escalado uma montanha de 7000 metros, o Pik Korjenevskoya, que pouca gente daqui da América latina foi, ele acabou tendo um problema e perdeu parte da visão no olho direito. Problemas à parte somente há pouco tempo atrás ele editou um video da expedição que ficou muito engraçado.

Confiram o video e não deixem de comentar.

2 de junho de 2008

Opinião sobre o acidente na Urca

Na última sexta feira houve um acidente no Morro da Babilônia no Rio onde morreu um escalador, Marcos Aurélio Thuler e outro ficou gravamente ferido.

Apesar das informações terem sidas quase todas dadas pela mídia não especialista, tudo me leva a crer que o acidente ocorreu pois houve um erro na confecção de um nó.

Eram cinco pessoas escalando em duas cordadas, depois que eles se reuniram numa parada, resolveram unir duas cordas e fazer um rapel mais longo e rápido. Acontece que ao invés de descer um escalador por vez, eles decidiram fazer um rapel simultâneo com uma pessoa em cada ponta de corda.

Um bom nó deveria aguentar o peso de duas pessoas, mas não foi isso o que aconteceu. Os sobreviventes, que ficaram presos na parada da via e foram resgatados com helicóptero, disseram que foi tudo muito rápido e que de repente a corda se soltou, ou seja, o nó se desfez.

Recentemente houve um outro acidente, em São Bento do Sapucaí em São Paulo, em que uma escaladora faleceu também por problemas ao fazer o rapel. Entretanto ao contrário deste caso a pessoa já tinha uma boa experiência, mas mesmo assim se descuidou na hora de fazer um nó, também de união, em um cordelete que era para ser usado como abandono em um rapel de emergência.

Além do erro na hora da confecção de um nó de união de cordas, outra coisa que têm em comum estes dois casos recentes é o fato deles terem ocorridos em vias longas o que talvez nos leve a interpretar que o escalador atual não tem um perfil de fazer escaladas em parede e falte talvez em sua formação informações sobre técnicas de escalada tradicional.

Esta minha opinião não é embasada somente nestas interpretações. Eu vejo que cada vez mais as pessoas aprendem a escalar em ginásio e estão habituadas a fazer vias difíceis, mas treme na base na hora de fazer algo menos protegido. Este escalador moderno sabe usar o gri gri como ninguém, mas acha inseguro usar um ATC.

Como resultado destes vícios na escalada esportiva, muitas vezes o escalador que deseja fazer algo mais aventureiro está preparado para fazer lances difíceis, mas não tem uma boa noção de como fazer um nó pescador duplo, Azelha, um nó UIAA para fazer um rapel de emergência ou um prussik para ficar parado num rapel ou para subir na corda quando precisar.

Não gosto de julgar as pessoas precipitadamente, mas pensando bem. Será que os escaladores mais jovens sabem ser "safos" numa parede?

Este sou eu numa parada da via em que ocorreu o acidente no Morro da Babilônia. Foto de Tacio Phillip.

Outras opiniões sobre o ocorrido nos blogs e sites:

Levi Rodrigues Luciano Fernandes Hilton Benke