5 de janeiro de 2006

Balanço do ano 2005

O ano de 2005 não foi um ano ruim para mim, na verdade foi um ano que, por incrivel que pareça, passou muito devagar. Foi meu último ano na Faculdade e o que eu mais levei a sério no curso. Fiz 12 disciplinas e só tirei notão, com direito a dez em duas, coisa que não consegui fazer nos outros 4 anos. Do ponto de vista acadêmico, produzi bastante para um granduando. Foram 4 publicações em anais de eventos e com temas variados, Geografia urbana, regional e biogeografia. Um desses trabalhos foi premiado, "Paleogeografia da Serra da Capivara" ganhou como o melhor trabalho da grande área de humanas no Congresso de Iniciação Científica do campus de Rio Claro da Unesp. Fiz também um excelente Trabalho de Conclusão de Curso, que entitulei: Campos, matas e mandacarus: A Teoria dos Refúgios Florestais aplicada ao estudo da paisagem na Serra dos Cocais entre Valinhos e Itatiba - SP. Não ganhei premio de melhor TCC, mas fui elogiado pelo meu orientador e por professores muito competentes. No fim, fiquei orgulhoso por meu orientandor ter declarado que eu o havia surpreendido duas vezes neste ano, uma no CIC da Unesp, quando meu trabalho foi premiado e no TCC. Ele não havia botado fé que meus trabalhos fossem ficar bons. Mas também, fui muito enrolado neste ano. Pra começar até Setembro eu mais escalava do que fazia estes trabalhos. Estava indo muito bem nas disciplinas, porém, não dedicava meu tempo livre na pesquisa. Isso não significa que eu não estudei, pelo contrário, conseguia aproveitar bastante o tempo para tirar boas notas e ainda escalar, mas para fazer o tcc eu deveria abrir mão de alguma coisa e depois de outubro o que eu abri mão foi a escalada. Li muito e pesquisei bastante, nem sei decor quantas bibliografias tenho na minha monografia, mas todas foram lidas. Obviamente umas bem lidas outras nem tanto. No meio de Novembro eu ainda não tinha começado a redigir o trabalho. Foi quando a água começou a bater na bunda. Um certo dia apareceu um amigo em casa, o Jerônimo da Ecologia, todo contente e feliz dizendo que já havia entregue seu TCC. Os prazos do Instituto de Biociências, onde ele estudo e do Instituto de Geociências e Ciências Exatas onde eu estudo, são diferentes, mas não muito distante. Eu estava mais do que atrasado para começar a escrever meu trabalho. Fixei um calendário em minha escrivaninha e esqueci o mundo por duas semanas, o tempo que gastei para escrever as 74 páginas do Campos matas e mandacarus. Foi incrivel, ninguém acreditou que meu trabalho fosse ficar bom... Os meus colegas de república, o Dú e o Jeca, até faziam algumas ironias, mas eles não tinham lido. Entreguei para meu orientador corrigir. Depois de um tempo ele devolveu com sugestões e críticas, pedindo para eu melhorar a redação. Demorei ainda uma semana para corrigir os erros de português, formatar o texto e imprimir, até levar para avaliação final. Depois de uns dias fui no Departamento e encontrei o Adler, meu orientador. Ele me perguntou se eu queria saber que nota eu tinha tirado. Admirei que tão rapidamente estivesse corrigido, e ele me informou com seu jeitão seco que eu havia tirado nove, e elogiou o trabalho. fiquei feliz. Mais tarde, quando saiu minha nota na internet, não havia um nove, mas sim um 10. Não entendi, mas se assim está fico mais contente ainda. Só não sei se eu falo para meus amigos se tirei nove ou dez.... De qualqer forma isso não importa, mas sim que me superei, aprendi coisa pra caramba e pretendo divulgar a pesquisa logo, tanto no meio academico através de publicação quanto no meio popular traduzindo o geografês. Do ponto de vista esportivo este ano foi para mim um ano que faltou um pouco mais de disciplina. Construi na minha república uma parede de escalada, no começo foi bem empolgante, como um mineiro quando chega na praia. Treinei bastante e peguei muita força, só que não cheguei a progredir muito na rocha por que meus treinos não eram periódicos, assim como minhas idas na rocha. Também, com tantos compromissos na faculdade... Mesmo assim viagei para vários lugares para escalar: São Bento do Sapucaí, Andradas, duas vezes para a Lapinha e Serra do Cipó, duas vezes para Curitiba... Isso sem falar no Cuscuzeiro, Visual das Águas e DIB, que são os lugares mais próximo de mim... além da pedra da represa em Salesópolis que é perto da casa da minha namorada. Quando eu estava bem magrinho, leve e forte, perto de dominar um sétimo grau, parei para me dedicar exclusivamente aos estudos, ou seja, fiquei na mesma como um escalador de rocha mediocre. No começo do ano não pude ir escalar em alta montanha. No ano passado a Unesp esteve em greve e tive que repor aula em Janeiro. Fevereiro já estava começando o primeiro semestre. Tive uma experiência terrivel com uma disciplina que é ministrada por um professor carrasco. Pastei para conseguir passar, fazendo uns trabalhos hiper cansativos e aborrecentes, mas me livrei. No segundo semestre encontrei denovo esse professor para fazer dp de uma disciplina que ele já havia me reprovado. Fiz tudo o que tinha para fazer. Por causa desse professor o ano se arrastou para as férias. As aulas normais acabaram no dia 3 de Dezembro no campus, mas só tive minha prova final no dia 20! Isso por que não teve greve esse ano!! Este professor atrasado acabou estragando meu planejamento. Não tive tempo de divulgar minha pesquisa no jornal de Itatiba, nem de cuidar dos preparativos da viagem e muito menos para treinar. O resultado disso é que durante a maratona de estudos eu engordei quatro quilos, e tive que ir atrás da documentação para ir viagem em janeiro na última hora. Para entrar com o carro na Argentina, preciso ter o documento do veiculo no meu nome, e só amanhã que eu vou fazer a vistoria para a transferencia. Pior: só hoje eu trouxe minhas mudanças de Rio Claro para Itatiba e dei entrada na renovação de meu passaporte para ir à Austria só ontem. Como tudo não pode dar certo e sempre tem que haver mais imprevistos, na correria de ir atrás de documento eu perdi minha habilitação e vou ter que fazer uma segunda via.... tudo isso a uma semana de sair para viajar... Estou ficando louco... Para piorar, ainda nem sei se estou formado ou não, pois o belezinha do professor só vai divulgar as notas no dia 15 de janeiro... exato um mês depois do prazo estipulado pela universidade. É muita sacanagem! Contudo tive um ano cheio que mal acabou. Tive tristezas e felicidades que superaram as tristezas, das quais também não posso esquecer do quarto titulo do Corinthinas no brasileirão, mesmo que ele tenha saido meio esquisito. Mas como eu disse, o ano mal acabou... ainda preciso ver como ele vai fechar? Sou um geógrafo? vou conseguir os documentos à tempo? Haverá outros imprevistos? Vamos ver daqui para frente....

Um comentário:

mirella disse...

é geógrafo, tetracampeão brasileiro e vai fazer mais uma viagem bacana. parabéns pela formatura. e por tudo mais.