28 de agosto de 2014

Chachacomani, a montanha escondida da Bolívia

Descansamos e nos hidratamos como diz o protocolo, mas diferente deste, acordamos tarde, pois aparentemente estávamos perto do cume. De 5200 até 6078 é pouca coisa para um ataque. Desta maneira, quinze pras seis da manhã parecia que ia sobrar tempo.

Mesmo sem a visibilidade, na madrugada, não tivemos dificuldade em encontrar o caminho em meio a um deposito de moraina lateral e assim ganhar altura até onde começa o gelo na montanha, no local onde instalamos os crampons nas botas e começamos a deslizar pelo gelo bom.

Nossa sorte, no entanto não durou muito e o gelo bom foi substituído por um gelo recoberto por uma camada de neve em pó que começou a afundar na altura da canela, passou pela altura do joelho e terminou na cintura em alguns casos. 

O desespero pela péssima qualidade da neve só não desanimou, pois eu via a aproximação do cume e achava que não duraria aquele pesadelo. No entanto foi só chegar ao topo de uma loma para perceber que aquele cume que eu estava observando não era do Chachacomani, mas sim do Kelluani, uma montanha acessória muito mais baixa. Desta loma pude observar o Chachacomani pela primeira, distante cerca de 4 quilômetros em linha reta dali, mas na real muito mais, pois deveríamos circunferenciar todo um circo glaciar onde havia uma grande quantidade de neve ruim, abrindo caminho na persistência e afundando eventualmente até a cintura.

Acho que ando com meu psicológico muito bem. Pelo menos nestas escaladas pessoais eu não tenho o compromisso de fazer algo, faço por que quero e assim eu coloco em minha cabeça que ir ao cume é apenas não desistir. Assim, mesmo com dificuldades devido a neve ruim, fomos Maximo e eu se alternando na pesada tarefa de abrir caminho. Na minha vez eu tentava acertar um ritmo e ir. Assim, sem olhar muito para o objetivo final, fomos progredindo e pudemos superar aquele terreno tão penoso para ganhar altura numa crista que ia em direção ao cume da montanha.

Já com neve boa novamente, fomos ganhando altura da crista e aos poucos o cume foi se desenhando. Era uma barbatana elevada sobre uma ombreira com falsos cumes. Esta barbatana, a que assim denominei não poderia ter outra descrição, devido seu formato afiado e circulado por vertentes abruptas e ainda em sua base ter uma grande e letal greta, a qual saltamos sem grandes dificuldades.

E foi galgando esta barbatana de tubarão que chegamos ao seu afiado cume, onde em um pé em cada vertente, pude dominar e literalmente galgar o cume da montanha. 

Assim acaba o mistério do Chachacomani, uma montanha que apenas outros dois brasileiros haviam escalado, o Waldemar Niclevicz e o Bruno Versiani, em esquemas e rota diferente da nossa.

O Chachacomani foi fácil tecnicamente, mas as condições e a grande distância do campo base (cerca de 8 km) fazem desta montanha um pico de grande dificuldade física e obriga experiência e resistência do escalar.

Vista para o Chearoko na subida ao acampamento alto do Chachacomani.

Chegando na lagoa onde montamos no acampamento alto.

Nosso acampamento alto com o Chearoko ao fundo.

A bela lagoa a 5200 metros no campo alto do Chachacomani.

Nascer do sol durante ataque ao cume.
Primeiros passos no glaciar.


Abrindo caminho na neve no circo glaciar entre o Kelluani e o Chachacomani.

Primeira vista para o Chachacomani e caminho sem nenhuma pegada.

Maximo afundando até a canela.

Ainda distante no objetivo.

Um resumo do que foi a ascensão: Afundar na neve.

Começo da subida da crista.

Superando a greta e o começo da subida da barbatana do cume.

Max no cume.

Eu chegando no topo e imitando a logo do GenteDeMontanha.

Cavalgando no cume.

Homenagem ao Parofes no cume.

27 de agosto de 2014

A caminho do Chachacomani e Chearoco, as montanhas misteriosas da Bolívia


O Chachacomani e Chearoco certamente não são as montanhas mais conhecidas pelo leigo. Também não são parte do curriculum de montanhas da maioria dos escaladores. Estes dois gigantes de mais de 6 mil metros são montanhas desconhecidas até mesmo para os bolivianos.

Elas ficam muito próximas uma da outra, no setor norte da Cordilheira Real, numa região onde o Ancohuma, outro 6 mil grande, se destaca na paisagem. Estas duas montanhas, vistas da região do lago Titikaka não parecem ser tão grandes como realmente são e talvez por isso não são tão famosas.

O Chearoko, que é o pico mais difícil e mais alto, com 6104 metros (oficiais), foi escalado pela primeira vez em 1928. Já o Chachacomani, que tem 6078 e é mais fácil, foi escalado pela primeira vez em 47 pelo lado leste, que é mais longo. Por lá também há um certo problema de acesso, pois as comunidades indígenas do lado leste não gostam muito de estrangeiros e até mesmo de boliviano não locais. Antes de nós, nenhum brasileiro havia escaldo o Chearoko e o Chachacomani só havia sido escaldo pelo Waldemar Niclevicz e Bruno Versiani.

Apesar de haver agencias que levam clientes nestas montanhas, é quase impossível conseguir alguma informação sobre elas. Os livros de escalada da Bolívia têm informações muito simplórias, meio que apenas fala que elas existem e que a gente procure por agencias locais para chegar lá. Os guias bolivianos, por sua vez, não são muito de dar informações. Um pouco antes de embarcar nesta roubada, eu acabei tendo que comprar uma bota sucata de um guia boliviano (até lixo se vende por aqui) para poder arrumar a minha bota arruinada e mesmo tendo que pagar caro numa sucata (boliviano é bom de negócio), o tal guia que me vendeu me sonegou informação...

Por tudo isso e mais um pouco, o Chearoko e Chachacomani sempre foram mim montanhas misteriosas, sem informações de como chegar nelas, de como são suas rotas e até mesmo se o acesso seria pelo lado Leste ou Oeste da cordilheira.

Apelando novamente à interpretação das imagens do Google Earth, o Maximo desenhou um acesso à estas montanhas que foi confirmado pelo guia José Carlos da agência Climbing Bolivia (se o cara é honesto eu falo o nome). Assim, pudemos saber por onde começar a escalada e começar a desvendar o mistério destes dois 6 mil pouco famosos.

Na volta de nossa escalada no Chaupi Orko, na Cordilheira de Apolobamba (bem depois da terra de bem bem distante), nem voltamos a La Paz para descansar, fomos diretamente aonde nossas informações dizia para irmos e assim fomos parar na cidade de Peñas, onde vive um padre que de acordo com nossas fontes poderia nos ajudar em revelar o mistério.

O Padre Antonio veio da Itália há muitos anos e antes de morar na Bolívia morava na cordilheira Blanca no Peru. Ele tem até um livro publicado sobre o Huascarán e vivendo na paróquia de Peñas ele não somente conhece as montanhas da região como também abriu diversas vias de escalada em rocha na cidade. Ele nos recebeu com muita humildade e mostrou os mapas da região, que divergia um pouco do caminho georreferenciado pelo Maximo.

Respeitando a experiência do Padre, decidimos seguir o seu caminho e fomos parar numa escola infantil no pueblo de Kelluani, que julgamos ser mais longe que o caminho georreferenciado pelo Max. Resultado, decidimos parar de seguir a indicação dos outros e passamos a acreditar em nosso senso de interpretação de imagens. Acabamos chegando bem mais perto da montanha.

Em nosso caminho, subimos um morro grande e depois acabamos indo parar mais alto no vale do rio Kelluani, ao lado de uma fazenda estilo inca onde vivia o baqueano Félix e o Santos, que diferente dos desconfiados índios da região, percebeu que ganharia mais guiando trekkers e montanhistas na região.

Deixamos nosso jipe estacionado no final da trilha 4x4 e ali começamos nossa jornada rumo as duas montanhas misteriosas seguindo nosso estilo de sempre: Carregando tudo nas costas, sem depender de ninguém, totalmente independentes seguindo nosso próprio planejamento e sem seguir a informação de ninguém, apenas confiando em nossa experiência em achar caminhos e interpretá-los.

Começando a caminhar tarde, depois das duas devido aos encontros e desencontros, fomos ganhando altura pelo vale do Kelluani, nos atrapalhando vez ou outra com a vegetação campestre bastante encharcada de água que vez ou outra ganhava as ladeiras laterais do vale. _ De onde vem tanta água? Reclamava Maximo sobre esta vegetação de banhado.

Evidentemente não havia trilha por ali, mas existiam caminhos de animais, estes sim que se deliciavam com o pasto e água abundante. Achávamos que estávamos num local selvagem, mas na verdade esta é apenas uma sensação, já que mesmo pouco frequentado por humanos, estes vales são colonizados pelos índios há milhares de anos. Na Bolívia, por mais remoto que você esteja, você nunca está num local selvagem. Sempre brota um índio no meio do nada e ali não foi diferente, vimos cholas levando animais a pastar e outros índios guiando um grupo de trekking.

Percorremos os 9 km do carro até a laguna Kelluani no final do vale em poucas horas, mas decidimos acampar ao lado daquele acidente geográfico devido a hora avançada e o cansaço. Escolhemos como sitio de nossa barraca uma praia arenosa ao lado do lago, que se congelou durante a noite, afinal estávamos a quase 5 mil metros.

No dia seguinte acordamos tarde e começamos a caminhar tardiamente, afinal já vínhamos de outra escalada. Mesmo assim nosso destino não era tão distante, outro lago, desta vez menor e mais alto no topo de um planalto de rochas graníticas a 5200 metros, onde em tese estaríamos perto do Chachacomani e com vista privilegiada do Chearoko. Nossa sorte, no entanto, estava mudando. No caminho até este acampamento, Maximo resbalou numa pedra solta e bateu forte seu já machucado joelho. A dor o incomodava, mas ele não queria desistir tão fácil.

Continua...

Ruta 1 indo de Escoma a Peñas

Chegando ao fim da trilha 4x4

Local onde deixamos o carro a 4700 metros de altitude.

Casinhas incaicas no caminho.

Chearoko, na esquerda e Chachacomani na direita.
De camiseta a caminho das montanhas.

Maximo observando os nevados.

Muitos animais no caminho.

Outros picos no caminho.

Lago Kelluani no final do caminho.

Lago Kelluani.
A caminho do campo alto.

26 de agosto de 2014

A escalada no Chaupi Orko, a maior montanha da Cordilheira de Apolobamba

:: Leia a parte anterior

Chegamos à Laguna Soral, onde se inicia o trekking de aproximação ao Chaupi Orko, com um tempo ruim. O clima na Cordilheira de Apolobamba é sempre muito chuvoso e a nebulosidade alta impera nesta região, isso devido sua proximidade com a Amazônia. 

Sabíamos deste problema climático, mas estávamos acompanhando a previsão através do telefone satelital do Maximo. Sabíamos que dois dias em diante o dia seria perfeito, mas que naquele dia, caminharíamos num tempo bastante fechado. Dito e feito. Após alguns minutos de estacionarmos o carro na precária trilha 4x4, começou a nevar e a situação só piorou.

Caminhávamos com muita neve e escutávamos o barulho das trovoadas. Como nesta região conseguir informação e mapas das montanhas é impossível, planejamos tudo através do Google Earth, interpretando as imagens de satélite e chutando o caminho até a base da montanha e sua rota de subida, numa técnica que eu ensinava nos meus cursos de GPS. Assim, navegando as escuras, ou melhor, às claras, já tudo o que enxergávamos era branco, fomos seguindo o caminho georreferenciado pelo Maximo em seu GPS Garmin.

Acontece que apenas seguir um caminho georreferenciado não é o bastante. Um bom montanhista acima de tudo deve olhar ao relevo e interpretar o caminho com sua experiência, o que era impossível devido à falta de visibilidade. Desta forma, fomos conduzidos a caminhar ao lado de uma moraina lateral de geleira, tendo que passar sobre pedras soltas e a lama da trama fina deste deposito glaciar.

Entre sobes e desces, acabamos achamos o caminho até o campo base. Ótima interpretação de imagens Max! Sem querer e sem ter nenhuma informação, achamos o caminho e assim tudo ficou mais fácil.

Após 5 horas caminhando e 6 km percorridos, chegamos a uma bela lagoa circulada de montanha que seria nosso campo base. De vestígio de passagem de humanos apenas um retângulo aplainado onde já haviam montado uma barraca e onde aproveitamos para armar a nossa.

No jantar, servido com macarrão ao molho de tomate e regado a suco em pó, tivemos a previsão de tempo. Ela havia mudado e em todos os dias haveria precipitação... Pelo GPS verificamos que em linha reta o cume do Chaupi Orko, que ainda não havíamos visto, ficava a poucos quilômetros dali. Pensamos então, porque não atacar o topo naquela madrugada?

Fomos dormir com esta missão.

Às 3 da manhã o relógio desperta e começamos todo aquele ritual antes de atacar um cume nevado. Aquecer água, fazer uma refeição calórica.... A barraca que levamos era pequena e estes procedimentos ficavam complicados lá dentro. Entre um entra e sai para calçar a bota dupla e colocar a cadeirinha, percebo que as estrelas do céu haviam sumido e uma leve precipitação de neve começa a golpear meu anorak. _ É Max, ferrou! A precipitação veio mais cedo que o previsto. Voltamos aos sacos de dormir.

Às 7 da manhã acordo involuntariamente, sufocado pelo enclausuramento claustrofóbico da pequena barraca e decido caminhar ao lado do lago. Pela primeira vez consigo ver as montanhas e uma rota de subida, passo um tempo admirando e fazendo barulho para acordar o Maximo, que não se importa em dormir naquele cubículo.

Ao despertar, meu parceiro de montanha decide que não valeria perder um dia parados naquele local e após um pequeno café da manhã desmontamos nosso lar provisório e começamos a marchar montanha acima, novamente acompanhando o deposito glaciar lateral, onde sempre existem muitas rochas soltas, lama e também um pouco de neve não derretida.

Passamos por locais complicados para quem está com uma mochila cargueira e 200 metros verticais acima, chega a hora de cruzar uma geleira para chegar à base de uma crista da montanha que de acordo com a única informação que tínhamos, que se limitava em um parágrafo do livro do Yossi Brain, era a rota normal. Ali discuti com o Maximo se valeria a pena continuar com as cargueiras, ou fazer o tramo de maneira mais rápida durante o ataque. Ele hesitou, mas se convenceu em deixar as mochilas no local e lançarmos um reconhecimento até o começo da crista rochosa sem nada nas costas.

Caminhando de um local a outro, sempre atento às gretas, achamos um bom caminho para começarmos nosso ataque ao cume durante a madrugada. Fazia calor e já era tarde, acabamos regressando às mochilas e depois cavando uma plataforma em meio à moraina para montar nossa pequena barraca. Enquanto fazíamos isso, um enorme ruído de avalanche tomou conta do vale e quando nos demos conta, blocos imensos de gelo caíram exatamente onde havíamos deixados nossas mochilas durante nossa exploração no glaciar. Engolimos secos...

Após um bom descanso de tarde e à noite, acordamos novamente de madrugada, desta vez com céu estrelado, para todo aquele ritual de ataque ao cume. Com a lua iluminando nosso caminho, atravessamos o glaciar explorado no dia seguinte e começamos a subir a crista da montanha, que no começo não era rochosa, era sim um depósito sedimentar com uma trama de argila e entre ela seixos e calhaus incrustados. Eu não acreditava, mas estava escalando lances de quarto grau de luva, bota dupla de lama congelada acreditando que aquelas porcarias de clastos mais grosseiros não saíssem na minha mão. E pior, não tava com medo disso, embora também não estivesse achando nada divertido. _ barro com pedra congelada! Isso é escalada? Pensava.

Por sorte não durou muito este trecho e local estávamos num local mais “estável”. Era uma grande rampa de acarreo, ou seja, uma vertente abrupta coalhada de rocha solta onde se dá um passo pra frente e voltamos dois pra trás. Apesar de horrível, estamos habituados com este tipo de terreno e sabemos bem como ganhar altura sem voltar muito, fomos progredindo.
Eis que num determinando momento o Maximo solta um What a fuck! Não, não tinha nada errado com a rota, é que ele olhou para baixo e no começo do glaciar enxergou duas lanterninhas reluzindo no horizonte. Havia mais gente na montanha.

Continuamos nossa subida e onde acabou o acarreo e começou o gelo pegamos o belíssimo nascer do sol. Cramponamos e continuamos a subida, num terreno bastante amistoso, mas que não demorou a preocupar.

Alguns metros adiante, avistamos uma parede íngreme repleta de penitentes num lado da crista e outra lisa em outro, mas que na cumiada havia uma grande e perigosa cornija prestes a cair. Escolhemos ir pelos penitentes, que parecia mais estável.

Aconteceu que ali nos penitentes sentimos o gelo se acomodar em nossos pés. Não nos abalamos, pois sabemos que isso é comum em locais pouco frequentados. Entretanto atravessar aquelas agulhas de gelo estava tornando a escalada em algo infernal, penoso e lento. 

Aproximando a cumiada, observei uma boa passagem pela vertente, Maximo hesitou, mas quando viu que era de fato um terreno melhor, acabou indo. De fato era bem melhor, apesar de uma fina capa de neve em pó que nos fazia afundar até o joelho. O problema é que ali caminharíamos em cima da cornija, que tinha o risco de desabar. Por sorte nada aconteceu e assim chegamos até a borda de uma greta que tinha em seu lado oposto uma grande parede de gelo com estalactites congeladas, onde paramos para tomar um chá e observar os escaladores que vimos na madrugada atravessar o labirinto de gretas na geleira que eles escolheram como rota de subida.

Atravessando esta bela greta com as estalactites, demos de cara novamente com a cumeada afiada da crista, afundando na neve em pó. Assim foi a escalada até não haver mais nada a subir, chegando assim no topo do Chaupi Orko, 6050 mts e podendo observar toda aquela linda região do Apolobamba.

No cume fizemos muitas fotos e pudemos pela primeira vez jogar um pouco das cinzas de nosso amigo Parofes, que faleceu há poucos meses após uma árdua luta contra a Leucemia. Como prometemos a sua mulher e irmã, vamos deixar um pouquinho dele em cada montanha que vamos escalar.

A volta foi fácil e pudemos chegar rápido ao acampamento. Encontramos com a dupla misteriosa de escaladores, mas eles não foram até nós, continuaram por seu caminho na geleira, enquanto escolhemos andar pelas pedras na moraina lateral. Assim, chegamos muito antes deles em seu acampamento base, onde encontramos um amigo, alemão, que os esperava junto com dois carregadores. Descobrimos que eram uma dupla de guias bolivianos que estão tentando escalar todos os 6 mil da Bolívia. 

Continuamos a descida rapidamente, desta vez acertando o caminho e chegando no carro antes do sol se pôr. Devido a periculosidade da estrada, acampamos ao lado da laguna Soral, para voltarmos dirigindo no dia seguinte com mais visibilidade.

Neste tempo os bolivianos e o alemão passaram por nós. Infelizmente não fizeram cume. Os parabenizamos pela boa orientação no meio do gelo e perguntando sobre de onde éramos e o que iríamos fazer dali em diante, percebi suas dúvidas sobre se conseguiríamos escalar as próximas montanhas que tínhamos proposto.

Na escuridão na noite, o guia boliviano não percebeu minha presença e ouvi ele duvidar que um brasileiro conseguiria escalar o Chachacomani e Chearoco. Infelizmente o brasileiro tem moral baixa por aqui.

Continua...

Lago Soral.

Cachoeiras no caminho ao campo base

Aproximação ao Chaupi Orko.

Nevasca na aproximação.

Tempo ruim na aproximação.

Lago na base do Chaupi Orko.

Campo base ao lado do lago.

Vale ao lado do glaciar rumo ao campo base avançado.

Caminho difícil pela moraina lateral.

Avistando a crista do Chaupi Orko pela primeira vez e a geleira a atravessar.

Campo base e o Chaupi Orko de madrugada.

Amanhecer no ataque ao cume.

Movimentação nas primeiras horas do dia.

Nascer do sol

Nascer do sol

Se aquecendo nos primeiros minutos do dia.

Olhando a crista pra cima. Notem o trecho mais empinado 

Chegando na crista com penitentes.

Crista, de um lado perigo de quebrar a cornija de outro penitentes. Qual é o menos pior?

Greta com estalactites de gelo

Chegando ao cume

No cume do Chaupi Orko.

AltaMontanha no cume de uma alta montanha.

Cume e ao fundo o resto da Apolobamba.

Parofito no cume.