Blog do Pedro Hauck

4 de abril de 2016

Escalada no Costão da Lagoa, Florianópolis

O costão da Lagoa é sem dúvida um dos locais mais belos que já escalei no Sul do Brasil. Recomendo a todos que estiverem de passagem a Florianópolis. Estive lá neste final de semana na companhia da Maria, do Anselmo e da Jana e provamos algumas vias.

O setor foi inaugurado em 2006, na ocasião de uma Abertura de temporada. Mesmo passado 10 anos, as chapas ainda estão em boas condições, ainda que demonstrem alguma oxidação devido a maresia. O acesso é o único ponto mais crítico. Como não é um local muito frequentado, encontramos a trilha bastante fechada e nos perdemos. Até aí tudo bem, o problema são os gravatás, uma bromélia cheia de espinhos que é muito comum e machuca bastante.

Os arranhões com os gravatás compensam. São 3 setores, visitamos apenas um e foi excelente. A escalada é linda. As vias são bem trabalhadas e divertidas. A dificuldade é bem variada, mas há mais vias fáceis que difíceis. A única coisa que é preciso estar atento é que algumas vias são mistas, ou seja, é preciso levar um set de móveis, tamanho médio é o que predomina. 
















14 de fevereiro de 2016

Escalando as 5 montanhas mais altas dos Andes e definindo novo projeto.

Ao finalizar minha ultima expedição na região da Corona Del Inca, em La Rioja, Argentina contactei o historiador de montanha Rodrigo Granzotto Perón. O Rodrigo é quase como uma “Miss Hawley” do Brasil. Ele coleta informações e faz estatísticas de ascensões nas grandes montanhas do mundo e faz um trabalho muito interessante registrando ascensões brasileiras nos Andes.

Com o Rodrigo descobri que das 3 montanhas que escalei com o Vinicius Vieira, Paula Kapp e Greissy Caminski na Argentina, duas eram inéditas para brasileiros, O Cerro Baboso, de 6080 metros e o Bonete Chico, que com 6779 metros é a quarta montanha mais alta dos Andes e também nunca havia recebido um montanhista tupiniquim em seu topo.

Acabamos por escalar a montanha mais alta dos Andes em ascensões brasileiras.

Não que esteja me gabando pelo feito. É apenas uma estatística, uma consequência de minha dedicação ao montanhismo, de dar preferência a montanhas remotas e desconhecidas em detrimento das famosas e super frequentadas. 

Descobri também que é a segunda vez que realizo tal proeza, já que em 2013, quando escalei o Pissis junto com Waldemar Niclevicz também escalamos a montanha mais alta dos Andes que também era inédita a brasileiros e que ao longo de meus 18 anos de montanhismo fiz 17 montanhas de 6 mil metros inéditas a montanhistas de meu país.

Também acabei de me tornar o primeiro brasileiro a escalar as 5 montanhas mais alta dos Andes: 

1) Aconcagua – 6962m. Escalei em 2002 junto com Maximo Kausch, sem mulas, sem guias e sem juízo.
Aconcagua em 2002 com Maximo Kausch

2) Ojos del Salado,6883m. Fiz cumes duas vezes, a primeira em 2013 com Waldemar Niclevicz e a segunda guiando um grupo pelo GentedeMontanha.
Ojos del Salado em 2013 com Waldemar Niclevicz

3) Pissis, 6793m. Cume em 2013 com Waldemar Niclevicz
Pissis com Waldemar Niclevicz em 2013.
4) Bonete Chico, 6779m. Cume em 2016 com Vinicius Vieira, Paula Kapp e Greissy Caminski. 
Bonete Chico com Greissy Caminiski, Vinicius Vieira e Paula Kapp.

5) Três Cruces Sur, 6749m. Cume em 2013 com Waldemar Niclevicz.
Três Cruces com Waldemar Niclevicz.

Agradeço enormemente aos meus parceiros de montanha que possibilitaram eu conseguir estas montanhas principalmente Waldemar Niclevicz e Maximo Kausch.

Aproveito para divulgar que meu próximo projeto é escalar as 10 montanhas mais altas dos Andes. Um projeto que foi realizado por poucas pessoas e que estou muito próximo de concluir.

1) Aconcagua - Já realizado
2) Ojos del Salado - Já realizado
3) Pissis - Já realizado
4) Bonete Chico - Já realizado
5) Tres Cruces Sur - Já realizado
6) Huascarán Sur 
7) Llullaillaco - Já realizado
8) Mercedário - Já realizado
9) Walther Penck 
10) Huascarán Norte

A lista que sigo é a que foi gerado pela pesquisa de Maximo Kausch e de Suzie Imber que foi obtida através de pesquisa com dados SRTM. A lista está disponível aqui.

26 de janeiro de 2016

Saidera no Veladero (6430 metros)


De nosso acampamento a 5080 metros observávamos o cume da montanha como se fosse muito próximo. Como o Veladero é um vulcão, ele apresenta uma subida só. Esta visão aparentemente tão simples nos deixava ressabiados, seria tão simples assim?

Despertamos um pouco antes de o sol nascer e ao terminar nosso “café da manhã” o mesmo já brilhava no horizonte, acabando com a escuridão e com ele amenizando os ventos. Partimos então rumo à “neve dos 15 minutos do Vini”.

O terreno não era íngreme e nem difícil de caminhar, composto por rochas soltas, mas não empilhadas, não havia inclinação suficiente para formar um “acarreo”. Entretanto mesmo com boa velocidade, ainda assim levamos quase 2 horas para chegar na tal neve dos 15 minutos. Dali haviam trechos um pouco mais inclinados, formando “escadas” que não apresentavam grande dificuldade pois as rochas eram bem sólidas. No entanto ali fui percebendo uma lentidão no grupo.

Surgiu também uma nova preocupação, a partir deste local pude observar uma parede amarelada perto do cume que daquele ângulo parecia um cume mais alto atrás do que parecia ser o cume verdadeiro. No entanto eu já havia visto a montanha de vários ângulos e não havia outro cume mais alto. Será que o cume que avistávamos era um ante cume e teríamos mais caminhada montanha acima?

Achamos uma passagem que saiu num ombro aplainado a 5900 metros de altitude. Já passava do meio dia e a Paula estava muito cansada. Faltava ainda 500 metros verticais. Será que daria tempo? Pelo menos o tempo atmosférico estava perfeito e tinha certeza que ficaria assim até o anoitecer. Iríamos lentos, mas continuamente.

Da ombreira começamos a subir uma face que terminava em uma crista. Ainda sem vento estava bem, mas a Paula ficava cada vez mais devagar. Paramos muitas vezes para descansar, sempre de olho no tempo.

Ganhamos altura rapidamente e logo chegamos na base da crista, onde pude constatar que a parede amarelada era parte da crista e de fato não havia outro cume atrás. A tal parede ainda nos protegeu do vento que vinha de Noroeste, momentaneamente, pois logo que deixamos este local para trás, fomos açoitados pelo vento congelante.

Dali foi apenas uma questão de tempo e paciência com as rajadas, para chegar ao topo, onde encontramos uma plataforma incaica de mais de 500 anos que nunca foi escavada ou pesquisada, apesar de ser bastante famosa entre os montanhistas.

O Veladero, apesar de ser mais baixo que o Bonete, se destaca mais na paisagem e o motivo para isso é que ele se ergue desde os 5 mil metros. É mais baixo, porém mais “proeminente”. Apesar de tanto destaque, ele foi somente escalado em 1986! Fomos os segundos brasileiros a chegar no top, isso por que há alguns anos o fotografo paulista André Dib esteve por ali e chegou no topo. 

Foi a ascensão mais cansativa da viagem, mas foi para fechar a expedição com chave de ouro. Ver todas as montanhas lá de cima e ainda a ruína Inca.

Subindo o vale para chegar na base do Veladero. Desta vez com mais água devido ao degelo. 
Veladero visto desde o local onde deixamos nossa comida estocada.

Caminhando em direção ao nosso acampamento alto.

Neveiro onde montamos nosso acampamento base e o cume com um arco íris.

Acampamento base na véspera do cume, Houve até uma pequena nevasca. Acima está a neve dos 15 minutos

Vista para o cume pela manhã

Ascensão ao Veladero.

Greissy durante a ascensão ao cume do Veladero.

Vini no cume.

Paulinha chegando no cume do Veladero com o Bonete ao fundo. Foi uma subida muito desgastante!

Comemorando nosso terceiro cume. Posso pedir musica no fantástico?


Vista do cume do Veladero, a ruína e os picos adjacentes.

20 de janeiro de 2016

Ascensão ao Cerro Bonete Chico, quarta montanha mais alta dos Andes


A previsão do tempo acertou e tivemos uma noite anormalmente tranquila a quase 6 mil metros de altitude na Puna do Atacama, ventos quase nulos, e até um certo calor que me obrigou a dormir com o zíper do saco de dormir aberto. Tivemos uma noite de sono agradável interrompida às 5:20 da manhã com o tocar do alarme nos avisando a hora de sair.

Tomamos um café com o que tínhamos e logo saímos da barraca para calçar as botas duplas e começar a jornada rumo ao topo. O sol já começara a dar as caras, dando um calorzinho tênue na fria atmosfera e pintando de amarelo as rochas enegrecidas da atividade vulcânica. 

Saí na frente para explorar o caminho sem trilha e ao olhar para traz percebo ter mais um companheiro entre nós. Um homem, com roupa preta se aproxima em velocidade. Imaginei ser do grupo que avistamos no dia anterior e que não havíamos feito contato. Em uma questão de 40 minutos ele me alcança e começamos a conversar.

Seu nome é Jiri e ele é da republica Checa e seus amigos não conseguiram aclimatar para fazer o ataque, por isso ele está sozinho. Eu mostro o que sei da rota e ela toma um pouco de distancia, pois ele caminha bem rápido. Enquanto isso, fico esperando meus parceiros que ao me alcançarem param para tomar um chá quente e trocar algumas roupas, pois já não faz tanto frio.

Dali começa um vale ascendente com piso regular e fácil de percorrer, bastando manter um ritmo contínuo. O altímetro do GPS mostra um progresso satisfatório e logo chegamos ao fim do vale no começo de uma cratera. Com um formato arredondado, ela tem uma leve depressão em direção a seu centro, uma vertente muito pouco íngreme onde se concentram alguns gelos penitentes. No horizonte vejo que Jiri cruzou esta leve depressão e rumou em direção ao cume, que em forma piramidal é de fato igual à um “Bonete”, um chapéu de festa de criança. 

Olho para o GPS e vejo que o tracklog que Maximo me deu faz uma curva abrupta para o leste, subindo uma vertente na direita que é parte da cratera destruída, um caminho nada óbvio. Aviso meus colegas que estão abaixo e eles estranham, pois de fato o caminho do checo fazia mais sentido. No entanto, com o progresso da ascensão desta vertente o caminho vai se definindo e quando percebemos caímos num planalto que contorna a pirâmide do cume pelo outro lado.

À primeira vista parece que fomos enganados pelo GPS. A pirâmide do cume aparenta ser muito grande e composta de rochas soltas que formam os temíveis “acarreos”.  Para piorar, sua base é circulada de uma geleira que nos obrigaria a calçar os crampons, que por recomendação do austríaco que encontramos no dia anterior, deixamos no acampamento. 

No entanto, ao aproximar, percebo que a base não é tão inclinada e que há uma boa passagem por uma rocha de coloração amarela, que ao aproximar percebo ter um cheiro ocre muito forte. Era enxofre puro!

Achamos uma passagem que nos levou à base da pirâmide, que para nossa felicidade não era tão inclinada quanto parecia e assim as rochas soltas não escorregavam vertente abaixo. Para minha surpresa, ao chegar lá, encontro com Jiri, que estava um pouco mais alto que eu. O caminho que fizemos, apesar de menos obvio, era bem mais fácil e por isso conseguimos alcança-lo para fazer cume quase ao mesmo tempo.

Do alto pudemos ver o Bonete Grande, que apesar do nome tem quase 1500 metros verticais a menos que o Chico. Vimos a Corona Del Inca e ao fundo o Grande Nevado Pissis, o terceiro mais alto dos Andes. No horizonte jaz o vulcão Copiapó, onde estivemos em Outubro, também o Tres Cruces, Ojos Del Salado, Cerro Solo, Incahuasi, Fraile. Ao Sul o Famatina parece uma muralha e com formato semelhante distingo o desconhecido Colanguil em San Juan. Ainda naquela província se vê o Majadita, Olivares e o Nevado Toro. Todos com mais de 6 mil metros. Além destes gigantes, em minha frente e a poucos quilômetros distingo o Vulcão Parofes, recém conquistado por nós em novembro.
Primeiros movimentos pela manhã. 
Vale ascendente.

parando para descansar e a pouco profunda cratera do Bonete.

A cratera do Bonete Chico

Subindo para a base da piramide final

Primeira vista para a piramide final.

Indo para a piramide final 

A piramide final de perto.

Atravessando o campo de enxofre

Campo de enxofre

Cume

Vini no cume

Mostrando o vulcão Parofes

Todos no cume

Cume do Bonete Chico 6779

Cume do Bonete Chico.

19 de janeiro de 2016

Aproximação ao Cerro Bonete Chico


A descida para descanso em Vinchina foi uma excelente estratégia, onde pudemos dormir bem, comer bem, tomar banho, lavar roupas, descansar, descontrair, conhecer novas pessoas e renovar. Nos hospedamos no hotel “Portal de Laguna Brava” e ficamos muito amigos com os donos e até jantar de despedida teve.

Acordamos bem cedo e com o Conway carregado, apenas entramos no carro e fomos subindo os Andes, vendo o dia clarear e ganhando altura, atravessando a Quebrada de La Troya, o vale do Peñon e logo chegando à altiplanície da Puna onde o Veladero e o Bonete Chico se destacam verticalmente na paisagem dominada também pelo branco do salar da Laguna Brava.

Apesar de ser a quarta montanha mais alta dos Andes, o Bonete Chico é uma montanha pouco conhecida e pouco escalada. Enquanto o Aconcagua foi escalado pela primeira vez em 1897, o Bonete Chico foi apenas em 1978, muito recentemente. 

Falando em Aconcagua e Bonete Chico, muitos confundem esta ultima montanha com o Cerro Bonete, um cume com um pouco mais de 5 mil metros localizada em frente a Plaza de Mulas, o acampamento base da montanha mais alta dos Andes. Na realidade, a toponímia “Bonete” é muito comum nos Andes. Bonete em espanhol é aquele chapeuzinho de aniversário de crianças, daí ser muito usado para designar cumes pontiagudos.

O Bonete Chico é um enorme vulcão com 6779 metros, grande e espalhado. Mas do alto de sua grande cratera se eleva um pequeno cume triangular que dá o nome a montanha. Há atrás deste gigante andino o Bonete Grande, uma montanha de quase 6 mil metros. O que valeu para dar nome à montanha não foi a altitude, mas sim o tamanho da pirâmide do cume.

Deixando a RP76 para trás, após contornarmos a Laguna Brava inteira, entramos numa estrada feita por jipeiros 4x4 que leva até a Corona Del Inca, a maior cratera vulcânica dos Andes que fica a 5500 metros de altitude. Em 2016 ninguém ainda conseguiu chegar lá, pois a primavera de 2015 foi muito rigorosa e só agora os penitentes começam a derreter. O caminho tem muita água deste degelo, mas o gelo persistente ainda impede a subida.

O caminho com chão duro batido começa a dar lugar a um areial largo e sem fim. A poeira sobe com o vento na passagem do Conway e às vezes preciso para deixar ela baixar e prosseguir. O areial vai ficando mais fundo e eu me arrependo de não ter murchado o pneu antes de entrar nele. No entanto, por sorte, o carro não para atolado. Apesar de ser quase onze da manhã, uns 40 cm abaixo da superfície ainda está congelado e por isso não afundo tão profundamente e consigo assim chegar até o máximo que um carro consegue se acercar do Bonete Chico, na altitude de 5 mil metros.

O local, um vale bastante largo e arenoso, é desolador. Ele é cercado de rochas piroclásticas e o vento ergue uma poeira siltosa extremamente desagradável que penetra em qualquer lugar. Com pressa colocamos as mochilas nas costas e começamos a andar para sair logo daquele lugar insalubre, dando um temporário adeus ao Conway que foi ficando pequenino ao tempo que subíamos o arenoso vale. Olhava para trás e falava pro meu carro:  _Fique bem que já voltamos! Fique bem, vamos precisar de você! 
De fato, o maior medo de deixar o carro num lugar remoto e alto é que na volta ele não funcione mais. Tive até um pesadelo com isso naquela noite...

O vale arenoso, com chão fofo foi ficando para trás e logo começamos a subir uma loma com rochas soltas na superfície que era melhor para caminhar. Paramos para comer e também para por mais roupas, pois a altitude começara a se elevar e o frio a dominar. O cansaço de ter acordado cedo e dirigido me pegou e nestas paradas eu geralmente dormia sentado e era acordado por meus colegas.

Após atravessar esta loma, caímos num vale seco que marcava como sendo o acampamento 1 no GPS. Não havia neve para derreter e por isso decidimos cruzar o vale e achar algo mais alto. Além de mim, a Paula também estava cansada e desejávamos achar um bom local para acampar.

Caminhamos mais cerca de 40 minutos e achamos um campo de neve e um local quase plano onde montamos as barracas. Apesar de aparentemente bom, ele era exposto ao vento e no final de tarde ele deu as caras para congelar nossa pele exposta. Nos entocamos na barraca e começamos a fazer água com o fogareiro funcionando a mil. Depois fizemos um jantar e assim que o sol desapareceu entramos nos sacos de dormir para ter uma boa noite de sono. Pelo menos para mim que parecia um zumbi, ainda que tive aquele sonho de que meu carro não funcionara ali no meio do nada.

O vento cessou com o nascer de um novo dia e menos castigados pelo ambiente hostil pudemos desmontar o acampamento sem que nada voasse e assim nos colocamos em marcha novamente, indo em direção ao acampamento 2 na montanha.

Pelo caminho, no meio da vastidão gigante daquela montanha espalhada, o Vini observou um pontinho amarelo que ao aproximar surpreendentemente nos mostrou ser uma barraca. Vi meus parceiros se aproximarem e se agacharem para falar com alguém que habitava a pequena casa de tecido. 

Era uma mulher austríaca. Seu marido havia saído para tentar o cume e ela voltara. Foi muito bom saber que havia mais gente na montanha e que estavam atacando daquela altitude: 5750 metros. Conversamos um pouco e continuamos, para encontrar seu marido no caminho de volta, um senhor experiente que já esteve no Himalaia e conhecia o casal Coelho de São Paulo. Ele nos deu umas dicas, falou de um falso cume na montanha e partiu para encontrar sua mulher e descer até Copiapó descansar.

Um pouco mais alto, conseguimos ver outros 4 pontinhos chegando perto da barraca amarela e depois partindo para um local mais alto. Que sorte, nunca houve tanta gente naquela montanha! Chegamos ao nosso local de acampamento a 5990 metros e ficamos esperando por vizinhos que não vieram.

A noite foi calma sem frio e vento. Fui dormir na expectativa de ter um belo dia para cume. Tudo conspirava para isso: Tempo bom, estarmos descansados e muito próximo do cume.
Chegando aos 5 mil metros com o carro

Subindo o vale pela areia.

Conway ficando pequeno com o ganhar de altura.

Subindo a loma com rochas soltas, ao fundo se vê o Baboso.

Com o Bonete Chico ao fundo.

Acampamento 1 na montanha.

Chegando no acampamento dos austríacos. Consegue ver um pontinho amarelo?

Nosso acampamento 2 a 5990 metros de altitude.